CEO do Atlético explica saída de Hulk: "A instituição é maior"

Hulk se isola como 7º artilheiro da história do Galo Clube Atlético Mineiro
CEO do Atlético, Pedro Daniel revelou os detalhes da saída de Hulk e explicou por que o clube não cedeu às exigências do atacante
A saída de Hulk do Atlético, em maio deste ano, continua sendo tema de discussão no clube mineiro. O atacante, que tinha contrato até dezembro, decidiu deixar o Galo antes do prazo para assinar com o Fluminense por um período mais longo. O CEO do Atlético, Pedro Daniel, detalhou como ocorreu o encerramento antecipado do vínculo com o jogador. O dirigente explicou que o clube havia planejado uma série de iniciativas para marcar o fim da passagem do ídolo pela equipe.
O Atlético chegou a oferecer a Hulk a permanência até o final do ano, com uma grande festa de despedida e até um documentário sobre os bastidores da última temporada. No entanto, as expectativas do atacante iam além do que a diretoria estava disposta a oferecer. "O Hulk é um cara fantástico, um profissional de altíssimo nível, que chega cedo e é sempre um dos últimos a ir embora. Ele é um exemplo dentro do elenco. Nós oferecemos tudo aquilo que era possível dentro do nosso modelo de negócio", disse Pedro Daniel. O CEO detalhou a proposta feita ao jogador: "O que a gente ofereceu foi que ele ficasse até o final do ano e que faríamos uma grande festa de despedida para ele como o maior ídolo da história do clube, a gente teria um documentário do último ano, o "Last Dance", com todos os bastidores". No entanto, Hulk tinha outras prioridades. "Ele tinha outros planos, queria um contrato maior, queria jogar mais um ano.
Aí entramos naquela linha de que a instituição é maior do que qualquer funcionário", finalizou Pedro Daniel, deixando claro o posicionamento do clube diante da situação. No Fluminense, Hulk enfrentou dificuldades no início de sua adaptação, mas rapidamente se tornou referência técnica na equipe carioca. Em apenas 14 jogos pelo novo clube, o atacante acumula 11 participações diretas em gols, com sete bolas na rede e quatro assistências distribuídas. A declaração de Pedro Daniel foi feita durante o programa CNN Esportes S/A, que chegou à sua 154ª edição com o CEO da SAF do Atlético como convidado. Apresentado por João Vitor Xavier, o programa aborda os bastidores do mercado esportivo, um dos mais lucrativos do mundo, sob a perspectiva de economia e negócios.