Campanhas em MG já empenharam R$ 317 milhões

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Vinte e dois partidos já empenharam R$ 317 milhões em campanhas em Minas Gerais; PL e PT concentram quase 40% dos recursos do Fundo Eleitoral
Um total de 22 partidos já declararam o empenho de R$ 317 milhões nas campanhas de seus candidatos em Minas Gerais nas eleições deste ano, de acordo com dados abertos do sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), compilados pela Itatiaia na última terça-feira (8). O Partido Liberal (PL) e o Partido dos Trabalhadores (PT), detentores das maiores fatias do Fundo Eleitoral, concentram juntos quase 40% do total movimentado pelos partidos no estado. O PL, legenda de Flávio Bolsonaro, já gastou R$ 84.941.216,45 em Minas Gerais. A maior parte dos recursos partidários foi destinada ao deputado federal e candidato ao Senado Domingos Sávio (PL), que recebeu R$ 5 milhões.
Logo atrás aparece Flávio Roscoe, candidato ao governo do estado, com R$ 4,2 milhões alocados em sua campanha. Já o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desembolsou até o momento R$ 41.617.070,34 no estado. O deputado federal Patrus Ananias, candidato ao governo de Minas Gerais, foi o que mais recebeu recursos dentro da legenda: R$ 8,3 milhões. A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, candidata ao Senado, recebeu pouco mais da metade desse valor, totalizando R$ 4,2 milhões para sua campanha. Com a proibição de doações de pessoas jurídicas, estabelecida por decisão do TSE em 2017, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) tornou-se uma das principais fontes de receita para que os partidos financiem as campanhas eleitorais de seus candidatos.
O Fundo Eleitoral é constituído por dotações orçamentárias da União em anos eleitorais, e seus recursos são distribuídos entre as legendas conforme critérios definidos pela legislação eleitoral. A concentração de recursos nas mãos dos dois maiores partidos reflete a lógica de distribuição do Fundo Eleitoral, que favorece legendas com maior representatividade no Congresso Nacional e nos estados. O cenário evidencia a disparidade financeira entre as agremiações que disputam os pleitos em Minas Gerais, um dos estados mais importantes eleitoralmente do país.