Dino leva ao plenário do STF debate sobre remoção de posts de Nossa Senhora

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Ministro submete ao plenário do STF debate sobre remoção de publicações envolvendo Nossa Senhora Aparecida nas redes sociais
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino decidiu, nesta segunda-feira (28/9), levar ao plenário da Corte a discussão sobre a remoção de publicações nas redes sociais envolvendo Nossa Senhora Aparecida durante o período eleitoral. O julgamento será realizado de forma presencial.
Flávio Dino submeteu aos demais ministros uma decisão tomada no domingo (27/9), ao analisar um pedido de extensão apresentado dentro da Reclamação 95.295. Para o ministro, a controvérsia tem relevância suficiente para ser decidida pelo conjunto da Corte, pois envolve liberdade religiosa, liberdade de expressão e os limites de atuação da Justiça Eleitoral.
No despacho, Flávio Dino também destacou que o STF deverá discutir o alcance de decisões individuais tomadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e se determinações de juízes da propaganda eleitoral precisam ser submetidas ao plenário da Corte Eleitoral.
Outro ponto central levantado por Flávio Dino é o poder atribuído às plataformas digitais para decidir quais conteúdos permanecem ou são retirados do ar. Segundo o ministro, milhares de publicações foram derrubadas, e ele alertou para o risco de "censura em massa", especialmente diante da proximidade do dia 12 de outubro, data dedicada por lei a Nossa Senhora Aparecida.
"Essa situação é ainda mais grave considerando que 12 de outubro é a data prevista em lei para as homenagens de centenas de milhões de fiéis à Nossa Senhora, o que pode levar à censura em massa, caso persista a insegurança jurídica gerada pela decisão monocrática no âmbito do Egrégio TSE, que delegou largos poderes censórios às empresas de internet."
Segundo Flávio Dino, a análise pelo plenário também permitirá ao STF definir se mantém ou revê sua jurisprudência que admite reclamações constitucionais contra decisões da Justiça Eleitoral. O ministro comunicou a decisão ao presidente do Supremo, Edson Fachin.
Até o momento, não há data definida no despacho para a realização do julgamento presencial.