Fifa acusa Uefa de campanha difamatória

Foto: Wikimedia Commons
A Fifa respondeu às acusações da Uefa no processo judicial sobre a venda dos direitos econômicos da Copa do Mundo
Em meio a uma crise institucional no futebol mundial, a Fifa acusou a Uefa de promover uma "campanha difamatória" contra a entidade e sua liderança. A alegação foi apresentada no processo judicial que investiga o plano do presidente Gianni Infantino de vender os direitos econômicos da Copa do Mundo a investidores privados, por meio da chamada Fifa Forward Enterprise (FFE). No processo, a Uefa acusou a Fifa de "má gestão" e de praticar "um preço fora de mercado promovido de forma fraudulenta por Infantino em benefício próprio". Em resposta, a Fifa solicitou à justiça que adiasse ou contestasse o pedido da Uefa, conforme informou a BBC. A Fifa rebateu as acusações afirmando que o argumento da Uefa "apresenta um defeito fundamental" e "deficiências jurídicas".
A entidade também destacou que a FFE era apenas uma proposta e que precisaria passar por um processo de aprovação antes de ser concretizada. Além disso, criticou a reação da Uefa, que emitiu uma nota oficial contra o projeto. "Em vez de participar desse processo democrático, a UEFA divulgou um comunicado à imprensa — o início de uma campanha difamatória de várias semanas contra a Fifa e sua liderança", escreveu a entidade no documento apresentado ao tribunal, conforme divulgou a BBC. A Fifa argumentou ainda que a motivação da Uefa seria de natureza financeira, com o objetivo de "impedir que países menores tivessem poder financeiro para acabar com a elite europeia".
A Uefa, por sua vez, pediu à justiça dos EUA a divulgação de documentos da Fifa como possíveis acusações criminais contra a entidade. A Uefa também solicitou uma investigação contra o empresário Joshua Kushner, irmão do genro do presidente americano Donald Trump, apontado como o principal investidor da proposta por meio da empresa Thrive Eternal. Além da Uefa, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) e a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) também se posicionaram contra a proposta de Gianni Infantino, ampliando o isolamento da Fifa no cenário internacional.