Homem é indiciado por feminicídio após morte de ex-companheira em Nova Lima

Homem mata ex-companheira e atira contra PMs em Nova Lima, na Grande BH. — Foto: Redes sociais
Homem de 38 anos é indiciado por feminicídio após matar ex-companheira, trocar tiros com PMs e ser preso em culto evangélico em Nova Lima
Um homem de 38 anos foi indiciado por feminicídio pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) após matar a ex-companheira em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em agosto deste ano.
O inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça na última terça-feira (22), e o caso segue agora para análise do Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento de denúncia.
De acordo com as investigações, a vítima foi assassinada pelo ex-companheiro após ir até a casa dele para uma conversa. Após cometer o crime, o suspeito fugiu e foi localizado dentro de uma igreja evangélica, onde tentava se passar por fiel durante um culto religioso.
O crime e a fuga
O caso teve início na noite de 11 de agosto, quando a mulher foi baleada em Nova Lima. Segundo informações da Polícia Militar, ela havia se deslocado até a residência do ex-companheiro para conversar, momento em que foi atacada.
A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos. Após o crime, o suspeito empreendeu fuga.
Durante as buscas, policiais militares o localizaram em uma via pública, quando ele teria atirado contra os agentes e atingido uma viatura. Houve troca de tiros, mas o homem conseguiu escapar novamente.
Com o reforço de novas equipes e o apoio de uma aeronave da Polícia Militar, as buscas foram intensificadas até que o suspeito foi encontrado dentro de uma igreja evangélica, participando de um culto e tentando se misturar aos fiéis.
Ele foi preso no local, e as imagens da prisão dentro do templo religioso ganharam ampla repercussão nas redes sociais. Segundo o boletim de ocorrência, o homem confessou o crime aos militares no momento da prisão.
A arma utilizada no feminicídio foi encontrada posteriormente em um terreno próximo à igreja.
O indiciamento por feminicídio encerra a fase investigativa do caso, que agora aguarda a decisão do Ministério Público sobre o prosseguimento da ação penal.