Fachin conversa com Nunes Marques na véspera de julgamento no STF

Nunes Marques, ministro do STF | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presidente do STF ouve colegas sobre rito do julgamento das mensagens entre Vorcaro e Moraes, marcado para esta terça-feira
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, se reuniu com o ministro Kassio Nunes Marques na manhã desta segunda-feira, véspera do julgamento sobre as mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
O encontro faz parte de uma série de conversas individuais que Fachin vem conduzindo com os colegas da Corte.
Esta não foi a primeira reunião entre Fachin e Nunes Marques sobre o tema. Na quinta-feira da semana passada, o presidente do STF também se encontrou com os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, em uma rodada de conversas que antecedeu o julgamento marcado para esta terça-feira.
Fachin tem utilizado esses encontros para ouvir os colegas a respeito do rito a ser adotado na sessão extraordinária e sobre a forma de condução do julgamento. O presidente do STF, no entanto, tem mantido uma postura de escuta, evitando antecipar suas próprias posições.
Nos encontros de quinta-feira, Fachin ouviu avaliações e sugestões dos ministros, mas não indicou qual caminho pretende seguir diante das ponderações apresentadas.
Após os encontros de quinta, Fachin continuou conversando com os demais ministros sobre o julgamento, que ocorre em meio à crise instalada na Corte com a troca de acusações entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. O presidente do STF passou então a indicar aos colegas detalhes da sessão desta terça, apontando o rito que deve ser adotado durante o debate.
A reunião entre Fachin e Nunes Marques coincidiu ainda com uma operação policial que mirou o deputado Cezinha da Madureira (PL-SP), investigado por um suposto esquema de "comercialização de influência junto a Ministros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral, mediante remuneração vultosa e ajustada por meio de contratos de honorários e de cessão de crédito celebrados por advogadas", incluindo a própria mulher do parlamentar.