Crise no STF leva Fachin a reunir ministros do TSE às vésperas da eleição

Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) © G. Dettmar/ CNJ
Presidente do STF convoca encontro com Mendonça, Kassio e Toffoli diante do temor de que a crise contamine o TSE às vésperas das eleições
Em mais um capítulo da crise que envolve integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, Fachin, convocou uma reunião com os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli para a manhã desta segunda-feira.
Os três são justamente os magistrados que, além de integrarem o STF, também compõem o pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O encontro tem como pano de fundo o temor de que a crise interna do STF contamine o funcionamento do TSE às vésperas das eleições.
O principal estopim do encontro é o desgaste crescente entre os ministros, especialmente após o episódio envolvendo postagens na internet sobre Nossa Senhora Aparecida e Flávio Bolsonaro.
Neste domingo (27), o ministro Flávio Dino cassou uma decisão do colega André Mendonça que determinava a remoção dessas publicações.
A decisão de Mendonça chegou a vigorar por algumas horas antes de ser derrubada por Dino, elevando ainda mais a temperatura do conflito entre os integrantes da Corte.
Na reunião, André Mendonça deverá deixar claro o tamanho do seu incômodo com a conduta de Flávio Dino.
Do outro lado, Fachin pretende transmitir sua preocupação com a escalada da disputa entre os ministros, alertando para os riscos que esse cenário representa para a estabilidade institucional do TSE em um momento politicamente sensível.
Fachin foi alertado por interlocutores próximos sobre o risco de uma iminente falta de governança no TSE às vésperas da eleição.
Segundo essas fontes, diante do quadro atual, André Mendonça e Kassio Nunes Marques não teriam mais condições de dirigir a Corte eleitoral neste momento.
O presidente do STF teme que o conflito se torne insustentável justamente porque três dos magistrados envolvidos na crise — Kassio, Mendonça e Toffoli — também atuam como juízes do TSE.
Caso o conflito escale e resulte em eventual afastamento dos ministros André Mendonça e Kassio Nunes, seus substitutos seriam, nessa ordem, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e o próprio Flávio Dino.
A sete dias das Eleições de 2026, a semana promete ser explosiva.