Etanol sobe em BH e pesa no bolso do motorista

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Após queda no fim de agosto, o etanol voltou a subir em setembro em BH, enquanto a gasolina manteve estabilidade nos preços
Abastecer o carro ficou mais caro para quem utiliza etanol em Belo Horizonte. Após uma queda nos preços e promoções registradas entre o fim de agosto e o início de setembro, o combustível voltou a subir no fim do mês, pesando no bolso dos motoristas que dependem do veículo para trabalhar. Enquanto isso, quem abastece com gasolina relata um cenário de maior estabilidade nos gastos em comparação com agosto, o que coloca os dois combustíveis em situações bem distintas para os motoristas da capital mineira. O taxista Hernani Alves foi um dos que sentiram a diferença diretamente no bolso. Quando o litro do etanol estava entre R$ 3,70 e R$ 3,80, ele gastava cerca de R$ 150 para completar o tanque. Com a alta recente, o valor chegou a R$ 180. "Era bom, mas agora não. Agora está caro", relata Hernani.
O motorista de aplicativo Gilvan Magela também utiliza etanol e afirma gastar atualmente entre R$ 170 e R$ 180 para encher o tanque. Segundo ele, a gasolina não tem sido uma alternativa considerada para o trabalho. Já entre os motoristas que utilizam gasolina, o cenário é diferente. Breno Nazar Pereira acompanha seus gastos em uma planilha e conta que, para um tanque de aproximadamente 45 litros, desembolsou entre R$ 200 e R$ 250 no mês de agosto. Em setembro, segundo ele, o preço ficou estabilizado. O impacto do combustível é significativo para quem depende do veículo para trabalhar. Motoristas ouvidos pela reportagem estimam que o abastecimento represente entre 30% e 40% dos custos da operação. Com a diferença entre os combustíveis, a conta para o motorista envolve não apenas o preço por litro, mas também o consumo do veículo e a quantidade de quilômetros percorridos no trabalho.
Para o aposentado Walter Marcato, que deixou de usar o carro e passou a utilizar o transporte coletivo, o custo de manter o veículo também pesou na decisão. "Tudo isso pesa. Você coloca no papel", afirma. A oscilação no preço do etanol em Belo Horizonte reforça a necessidade de atenção dos motoristas ao comparar os combustíveis antes de abastecer, levando em conta o consumo do veículo e a rotina de uso.