Dívida Bruta sobe para 82,9% do PIB em agosto

© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
Banco Central divulga que a Dívida Bruta do Governo Geral avançou de 82,6% para 82,9% do PIB em agosto, chegando a R$ 11,055 trilhões
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) avançou de 82,6% em julho para 82,9% em agosto, conforme divulgado pelo Banco Central. Em valores nominais, o montante passou de R$ 10,947 trilhões para R$ 11,055 trilhões, sinalizando uma trajetória de crescimento no endividamento público brasileiro. O pico histórico da série foi registrado em dezembro de 2020, quando a Dívida Bruta atingiu 87,6% do PIB, reflexo das medidas fiscais adotadas no início da pandemia de covid-19.
No extremo oposto, o menor nível foi registrado em dezembro de 2013, quando a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB. Pelo conceito adotado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG apresentou movimento distinto: recuou de 95,4% do PIB em julho para 94,5% em agosto, indicando uma leve melhora nessa métrica específica. A DBGG abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais. Esse indicador é uma das principais referências utilizadas pelas agências globais de classificação de risco para avaliar a capacidade de solvência do país. Na prática, quanto maior a Dívida Bruta, maior o risco de inadimplência por parte do Brasil perante seus credores.
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que considera as reservas internacionais do Brasil em seu cálculo, também registrou alta no período. O indicador subiu de 69,1% do PIB em julho para 69,3% em agosto, atingindo R$ 9,241 trilhões em valores nominais. O avanço simultâneo da Dívida Bruta e da Dívida Líquida em agosto reforça o cenário de pressão fiscal sobre as contas públicas brasileiras, mantendo o tema no centro das discussões sobre a trajetória das finanças do governo.