Cruzeiro marca e sofre gols nos últimos dez jogos

Técnico português Artur Jorge - Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Em fase instável após eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores, o Cruzeiro registra 56,7% de aproveitamento nos últimos dez jogos
Em meio a uma fase turbulenta, marcada pelas eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores, o Cruzeiro atravessa uma sequência de resultados instáveis. Nas últimas dez partidas, a Raposa marcou gols em todos os jogos, mas também sofreu em todos eles, revelando fragilidades tanto no ataque quanto na defesa. Nesse recorte de dez jogos, o Cruzeiro registra 56,7% de aproveitamento, com cinco vitórias, dois empates e três derrotas. O desempenho está abaixo da média geral do técnico português no comando do clube, que é de 66,7%, com 12 vitórias, dois empates e cinco derrotas. Em termos de gols, nas últimas dez partidas o Cruzeiro balançou as redes 18 vezes e cedeu 13, resultando em saldo positivo de cinco. Sob o comando do treinador português, o time marcou 31 e sofreu 23 no total.
Últimos dez resultados do Cruzeiro
- Cruzeiro 3 x 1 Mirassol
- Cruzeiro 1 x 1 Flamengo
- Corinthians 1 x 2 Cruzeiro
- Flamengo 1 x 2 Cruzeiro
- Cruzeiro 2 x 1 Flamengo
- Cruzeiro 1 x 1 Atlético-MG
- Vasco 3 x 1 Cruzeiro
- Atlético 2 x 1 Cruzeiro
- Cruzeiro 3 x 1 Athletico
- Santos 2 x 1 Cruzeiro
A derrota mais recente, por 2 a 1 para o Santos no último sábado (12), acendeu o alerta dentro do clube. O zagueiro Fabrício Bruno foi um dos que avaliou o confronto na zona mista e não poupou críticas ao desempenho da equipe. Na visão do defensor, o Cruzeiro não conseguiu executar bem nenhuma das duas fases do jogo contra o Peixe. "A partir do momento em que sofremos 31 finalizações, é um sinal claro de que o time foi muito mal defensivamente. Acho que não conseguimos jogar, principalmente no primeiro tempo. Não conseguimos atacar nem defender. Muitas vezes, para mim que sou defensor, é muito difícil sofrer gols como o segundo, correr sempre na direção do seu gol, sempre para trás. Talvez esse tenha sido o momento em que o Santos encontrou os espaços, por mérito. O Santos tem méritos também. Dentro do 2 a 1, para ser realista, era para ter sido mais pela forma como foi construída. A gente, dentro de um processo, tem muitas coisas boas. Mas não podemos usar isso como muleta, comparando onde estávamos e onde chegamos. Em um elenco como o nosso, temos que entregar o mínimo", analisou o jogador. A sequência de instabilidade do Cruzeiro evidencia que, apesar dos pontos positivos no processo de evolução sob o comando do técnico português, a equipe ainda apresenta inconsistências que precisam ser corrigidas para que o time volte a ter um desempenho mais sólido e regular.