Corregedoria investiga trio de policiais em BH por plantar droga em residência

Polícia Civil de Minas Gerais
Três policiais civis são investigados por supostamente plantar droga em residência, levando à prisão de pai e filho em Belo Horizonte
A Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga três policiais civis suspeitos de forjar uma apreensão de drogas que resultou na prisão de um pai e seu filho, durante uma operação realizada em 7 de agosto deste ano, no bairro Bandeirantes, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. O caso veio à tona após um vídeo registrado por uma das policiais envolvidas na ação revelar irregularidades na abordagem. Segundo o advogado Daniel Carvalho, que representa a família, o mandado de busca e apreensão era "infundado e ilegal" e os agentes teriam plantado uma barra de droga na residência para justificar a prisão de um empresário de 25 anos e de seu pai, que exerce a função de conselheiro tutelar. A denúncia foi apresentada pelo defensor diretamente à Corregedoria da PCMG.
Conforme o advogado, o alvo inicial da operação era o pai do jovem, um conselheiro tutelar de 48 anos, em razão de uma arma de fogo não registrada que pertencia a ele. Os policiais teriam sido autorizados a entrar no imóvel e realizaram uma busca detalhada no local. "Eles fizeram um pente-fino na casa e não acharam nada mais além da arma", afirmou Daniel Carvalho. Ainda de acordo com o defensor, após não localizar drogas durante a revista, um dos policiais teria surgido com uma barra de entorpecente escondida na calça, alegando ter encontrado o material no quarto do jovem. Pai e filho estão presos no Ceresp da Gameleira, na região Oeste da capital mineira.
Daniel Carvalho informou que a policial responsável por filmar a ação foi presa posteriormente pela própria Corregedoria da instituição. O agente apontado como responsável por carregar a barra de droga na calça se entregou às autoridades, enquanto o terceiro policial envolvido é considerado foragido da Justiça. O advogado ressalta que pai e filho são réus primários.
O pai atua como conselheiro tutelar e o filho trabalha como empresário, sendo que o imóvel onde ocorreu a operação é de propriedade da família. A defesa contesta tanto a legalidade da operação quanto a forma como as apreensões teriam sido conduzidas. Em nota, a PCMG afirmou que "não coaduna com eventuais desvios de conduta de seus servidores e reafirma o compromisso com a apuração isenta e rigorosa". A Corregedoria segue investigando o caso para apurar as responsabilidades dos envolvidos.