Corinthians no STJD por hostilidade contra criança que ganhou camisa de Neymar

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O STJD denunciou o Corinthians após criança receber camisa de Neymar e ser hostilizada por torcedores durante clássico contra o Santos
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) denunciou o Corinthians pelo episódio envolvendo uma criança de oito anos e torcedores do clube durante a derrota de 1 a 0 para o Santos, no domingo (30), pelo Campeonato Brasileiro. A decisão final sobre o caso será tomada na sexta-feira (4). O episódio teve início quando Neymar entregou sua camisa a um menino que estava nas arquibancadas com um cartaz direcionado ao jogador. Após o gesto, a criança e sua família foram hostilizadas por torcedores e precisaram deixar o estádio pelo gramado, escoltadas por seguranças e policiais.
Com base no ocorrido, o Corinthians foi enquadrado no artigo 213, inciso I, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de "deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto". A penalidade prevista para esse tipo de infração é uma multa entre R$ 100 e R$ 100 mil. O relatório do jogo, divulgado pela CBF, detalhou o que aconteceu: "Ao final da partida, o atleta Neymar Júnior presenteou com a sua camiseta um torcedor mirim que estava nas cadeiras do setor oeste das arquibancadas do time mandante.
A ação gerou insatisfação e agitação entre outros torcedores próximos ao local, resultando em ofensas e um princípio de tumulto. A Polícia Militar e a segurança privada prontamente realizaram a retirada do torcedor mirim e de seus familiares, conduzindo-os para dentro do estádio pela saída oeste com sul para garantir a segurança da família e restabelecer a ordem no local". Além do episódio com a criança, o relatório apontou outras irregularidades. "Informo a participação de 67 crianças com o time mandante no protocolo oficial de início de partida. Informo atraso de três minutos para reinício da partida em razão do atraso de três minutos de ambas equipes retornarem ao campo de jogo após o intervalo. Informo ainda que oficiais presentes no Jecrim circularam pela zona de competição em grande número de pessoas, abordando, inclusive, jogadores no túnel de acesso ao campo.
Além disso, permaneceram durante toda a partida na lateral oeste com norte do gramado", apontou o documento. Assim, o Corinthians ainda deverá responder no STJD por outras duas infrações registradas no relatório: a entrada de 67 crianças em campo junto aos jogadores, sendo que o número permitido é 22, e o atraso de três minutos no retorno ao jogo após o intervalo.
Após o episódio, o Corinthians divulgou uma nota repudiando os ataques sofridos pela criança. O clube declarou não compactuar com esse tipo de comportamento e reforçou que a rivalidade no futebol não pode ultrapassar os limites do respeito e da segurança. "É justamente por reconhecer essa grandeza que o Corinthians entende que determinados comportamentos não podem ser admitidos. A paixão pelo clube, a rivalidade e a emoção do futebol jamais podem se sobrepor ao respeito, à educação e à segurança, sobretudo quando estamos falando de uma criança", afirmou o clube. "O Corinthians é de todos os corinthianos. É de quem vive o futebol desde criança, de quem está chegando agora, de quem aprendeu a amar o clube com seus pais, avós e amigos e de quem encontra no Timão um espaço de pertencimento, alegria e identificação", completou a nota. O Corinthians aguarda agora a decisão do STJD, prevista para esta sexta-feira (4), que definirá as penalidades aplicadas ao clube pelas três infrações registradas.