Copasa explica rompimentos e nega ligação com privatização

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Presidente da Copasa afirma que três rompimentos em menos de 20 dias em BH não têm relação entre si nem com a desestatização da empresa
Após o terceiro rompimento envolvendo estruturas da Copasa em Belo Horizonte em menos de 20 dias, a presidente da companhia, Marília Carvalho de Melo, se pronunciou nesta segunda-feira (7) para explicar as causas dos incidentes e descartar qualquer relação com o processo de desestatização da empresa. Segundo Marília, os episódios recentes não guardam relação entre si. O primeiro rompimento ocorreu em 19 de agosto, na Rua Xapuri, no bairro Nova Granada, na Região Oeste de Belo Horizonte. O mais recente foi registrado nesta segunda-feira (7), na Rua Caetano Pirri, no bairro Milionários, na Região do Barreiro. "Foram duas ocorrências separadas. Elas não têm interligação uma com a outra", afirmou a presidente.
De acordo com Marília, o rompimento na Rua Xapuri aconteceu em uma área considerada complexa para a execução das obras. A Copasa precisou construir uma nova adutora no local por conta de uma ocupação irregular instalada sobre a tubulação, o que dificultou os trabalhos de manutenção. Já o incidente desta segunda-feira (7) teria sido provocado por uma falta de energia durante a madrugada. Com a retomada do fornecimento, a pressão na rede aumentou e resultou no rompimento da adutora. O problema deixou mais de 60 bairros de Belo Horizonte sem abastecimento de água.
Vale lembrar que um terceiro vazamento ocorreu na madrugada de terça-feira (1º), quando uma estação de tratamento foi atingida na Rua Joaquim de Figueiredo, também na Região do Barreiro. As equipes de manutenção concluíram os reparos ainda na manhã do mesmo dia. A presidente da Copasa também foi questionada sobre uma possível relação entre a sequência de problemas e o processo de desestatização da companhia. Marília negou que as ocorrências estejam ligadas à mudança no modelo de controle da empresa e destacou o crescimento dos investimentos realizados nos últimos anos. Segundo ela, em 2019 a Copasa investia, em média, R$ 500 milhões por ano, valor que chegou a R$ 3 bilhões no ano passado. Para Marília, a oferta pública da Copasa tem justamente o objetivo de ampliar a capacidade de investimento da empresa em Minas Gerais, reforçando a infraestrutura de abastecimento no estado.