Moradores de BH enfrentam dez dias sem água e escolas suspendem aulas

falta de agua
Moradores relatam dez dias sem abastecimento na Região Oeste de BH; Copasa prevê normalização até quinta-feira (3)
Milhares de moradores da Região Oeste de Belo Horizonte enfrentam dez dias consecutivos sem abastecimento de água. Segundo os moradores, o fornecimento não foi normalizado em nenhum momento desde a interrupção, e a situação já impacta serviços públicos e o funcionamento de unidades escolares da região.
Nesta quarta-feira (2), a EMEF Francisca de Paula, localizada na Região Oeste, suspendeu as atividades no turno da manhã em razão do desabastecimento. A Secretaria Municipal de Educação prevê que as aulas sejam retomadas no período da tarde.
Na terça-feira (1º), outras duas unidades da mesma região — a EMEI Maria Sales Ferreira e a EMEF Professora Efigênia Vidigal — também tiveram as atividades suspensas. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que as duas escolas retomam normalmente as aulas nesta quarta.
A PBH declarou que acompanha a situação do abastecimento junto às direções das escolas e ressaltou que o problema é de responsabilidade da Copasa.
A Secretaria Municipal de Educação afirmou ainda que medidas operacionais foram adotadas para garantir o funcionamento das unidades, de acordo com as condições de cada escola.
Moradores recorrem a caminhões-pipa
Diante da falta d'água, moradores de condomínios relatam que têm arcado com os custos da compra de água entregue por caminhões-pipa. Em média, cada abastecimento desse tipo custa R$ 650.
Além disso, o aumento na demanda pelo serviço tem dificultado o acesso à água, já que fornecedores informaram que só terão disponibilidade para atender novos pedidos a partir de sexta-feira (4).
Os moradores afirmam que, ao entrarem em contato com a Copasa, recebem a informação de que as solicitações foram registradas e aguardam o restabelecimento do serviço.
O que dizem Copasa e Arsae-MG
A Copasa informou que mantém uma operação especial de suporte emergencial na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com mais de 20 caminhões-pipa. Segundo a companhia, o atendimento gratuito prioriza serviços essenciais e instituições de atendimento coletivo, como hospitais, unidades de saúde, creches, escolas e asilos.
A empresa afirma que o abastecimento dos imóveis residenciais está sendo retomado progressivamente, à medida que as intervenções são concluídas e ocorre a recomposição e a pressurização da rede.
A Copasa também informou que utiliza caminhões-pipa para injetar água diretamente em pontos estratégicos da rede nos bairros mais afetados.
De acordo com a companhia, as intervenções no sistema foram concluídas, mas a normalização completa do abastecimento pode ocorrer até quinta-feira (3).
A Agência Reguladora de Saneamento e Energia de Minas Gerais (Arsae-MG) informou que acompanha as ações da Copasa para restabelecer o abastecimento, especialmente nas regiões Oeste e Barreiro.
A agência destacou que, em casos de paralisações prolongadas, serviços essenciais como escolas, creches, hospitais e unidades de saúde têm abastecimento prioritário e devem receber suporte por caminhões-pipa.
A Arsae-MG afirmou ainda que está monitorando a atuação da Copasa e cobrando a normalização do serviço e o cumprimento das obrigações de comunicação aos usuários.
Como registrar reclamações
Para registrar reclamações sobre a falta d'água, os moradores podem procurar a Ouvidoria da Arsae-MG pelo telefone 0800 031 9293 ou pelo WhatsApp (31) 3915-9293.
Para solicitar suporte emergencial ou registrar problemas de pressão, a Copasa disponibiliza o WhatsApp (31) 99770-7000, o aplicativo Copasa Digital, o site da companhia e o telefone 0800 0300 115.
A situação segue sendo monitorada pelas autoridades, enquanto moradores aguardam a normalização completa do abastecimento, prevista para ocorrer até esta quinta-feira (3).