19 escolas de BH e região manifestam apoio à greve de professores

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Dezenove escolas particulares de BH, incluindo o Colégio Loyola, assinam carta aberta em apoio à greve dos professores da rede privada
Uma aliança de tradicionais instituições de ensino privado de Belo Horizonte e da Região Metropolitana divulgou, nesta sexta-feira (18/9), uma carta aberta dirigida aos professores, às famílias e à comunidade escolar, manifestando apoio à greve dos docentes das escolas particulares da capital mineira.
O documento foi publicado nas redes sociais do Colégio Nossa Senhora das Dores e conta com a assinatura de 19 instituições, entre elas o Colégio Loyola.
No texto, as escolas se posicionam sobre o cenário atual da rede particular de ensino, afirmando que a mobilização dos educadores é legítima e recoloca no centro do debate a valorização da categoria e a busca por condições dignas de trabalho.
As instituições signatárias
O manifesto foi assinado pelas seguintes escolas:
Colégio Bernoulli Cidade Jardim
Colégio Bernoulli Go
Colégio Bernoulli Lourdes
Colégio Bernoulli Vale do Sereno
Colégio Franciscano Sagrada Família
Colégio Loyola
Colégio Magnum Cidade Nova
Colégio Magnum Lourdes
Colégio Marista Dom Silvério
Colégio Marista Padre Eustáquio
Colégio Nossa Senhora das Dores – Unidade Floresta
Colégio Nossa Senhora das Dores – Unidade Pompéia
Colégio Santa Dorotéia
Colégio Santo Agostinho Belo Horizonte
Colégio Santo Agostinho Contagem
Colégio Santo Agostinho Gutierrez
Colégio Santo Agostinho Nova Lima
Colégio São Paulo
Escola Santo Tomás de Aquino
Valorização docente e benefícios históricos
No manifesto, as instituições ressaltam que a valorização de quem ensina é um compromisso permanente, que não deve depender do ritmo das negociações trabalhistas.
As escolas destacam que mantêm um histórico de respeito com seus professores, com antecipação de reajustes salariais, oferta de bolsas de estudo para dependentes e garantia de benefícios que vão além das exigências da Convenção Coletiva de Trabalho.
A carta enfatiza que defender os direitos dos educadores e manter a continuidade do calendário escolar não são objetivos incompatíveis, devendo caminhar lado a lado.
Por essa razão, as escolas cobram maior empenho das lideranças institucionais responsáveis por conduzir e destravar as negociações da categoria.
As instituições alertam que qualquer paralisação nas atividades gera impactos que ultrapassam os muros das escolas e atingem toda a comunidade, situação que poderia ser evitada com uma postura mais firme e ágil por parte dos negociadores.
A carta reitera, ainda, a disposição irrestrita ao diálogo e à construção de soluções equilibradas.
Leia a carta na íntegra:
"Carta aberta aos nossos professores, às famílias e à sociedade.
Educação se constrói com diálogo, respeito e responsabilidade.
O momento que vivemos na rede particular de ensino em Belo Horizonte e Região Metropolitana exige serenidade e, sobretudo, ação efetiva de quem tem a responsabilidade de conduzir essa negociação.
A mobilização dos professores recoloca em pauta a valorização dos profissionais da educação e a construção de condições dignas para a docência.
Reconhecemos a legitimidade dessa preocupação: valorizar quem ensina é um compromisso permanente, que não depende do ritmo das negociações para existir.
As instituições que subscrevem esta carta têm uma relação histórica de respeito com seus professores: antecipam reajustes, oferecem bolsas de estudo para dependentes e garantem benefícios que vão além da própria Convenção.
Defender os direitos dos professores e preservar a continuidade do processo educativo não são objetivos incompatíveis, devem caminhar juntos.
É por isso que cobramos mais empenho de quem tem a responsabilidade institucional de destravar essa negociação.
Qualquer interrupção das atividades escolares produz impactos que vão além dos muros da instituição e alcançam toda a comunidade escolar e poderiam ser evitados com uma condução mais firme e rápida por parte de quem está à frente da negociação.
Nos mobilizamos e reafirmamos, junto às entidades representativas do setor, para que esse processo avance com a urgência que a situação exige, preservando os direitos já conquistados pelos professores e evitando que a comunidade escolar continue penalizada por um impasse que não criou.
Aos nossos professores, manifestamos nosso respeito, nossa escuta e nosso reconhecimento pelo trabalho que realizam diariamente.
Às famílias, reafirmamos nosso compromisso com a transparência e a responsabilidade na condução deste momento.
Seguimos abertos ao diálogo e à busca de soluções que valorizem quem ensina e preservem aquilo que nos une: o compromisso com a educação."