Cielo aponta queda de 2% no varejo em agosto

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil.
Índice Cielo registra o pior desempenho do varejo para agosto desde 2020, com recuo real de 2% nas vendas em relação ao mesmo período do ano anterior
As vendas no varejo brasileiro registraram queda de 2% em agosto na comparação com o mesmo período do ano anterior, já descontada a inflação. Os dados são do Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), divulgado pela empresa de pagamentos controlada pelo Banco do Brasil e pelo Bradesco. Segundo a Cielo, trata-se do desempenho mais fraco para o mês de agosto desde 2020, ano marcado pelos impactos da pandemia de Covid-19. O resultado representa uma piora em relação a julho, quando o índice apontou recuo de 1,4%, e também em relação ao mesmo mês de 2022, quando o declínio foi de 1,5%.
Em termos nominais, no entanto, as vendas avançaram 2,1% em agosto frente ao mesmo mês do ano anterior. O comércio eletrônico liderou o crescimento, com alta de 5,1%, enquanto as lojas físicas registraram expansão mais modesta, de 1,2%. "Agosto reforça um cenário em que o consumidor não necessariamente deixa de comprar, mas escolhe com mais cuidado onde, como e com o que gastar", afirmou o vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, Carlos Alves, em comunicado sobre os dados. O executivo completou: "De um lado, vemos uma retração real mais intensa do varejo.
De outro, o e-commerce continua apresentando um ritmo nominal superior ao das lojas físicas. É um consumidor mais seletivo, em um ambiente no qual preço, conveniência e prioridade ganham cada vez mais peso na decisão de compra." Os três macrossetores acompanhados pelo ICVA registraram declínio real em agosto. O setor de bens duráveis e semiduráveis apresentou a maior queda, de 4,6%, seguido pelo setor de serviços, com retração de 3,7%, e pelo de bens não duráveis, que recuou 0,4%. Em termos nominais, os mesmos setores registraram, respectivamente, recuo de 1,6%, alta de 4,4% e avanço de 2,6%. A análise regional, considerando o desempenho deflacionado, mostra que o Centro-Oeste teve a maior queda, de 3,7%, seguido pelo Sudeste, com declínio de 2,9%, e pelo Nordeste, com baixa de 1,9%. O Sul registrou retração de 1,1%, enquanto a região Norte apresentou estabilidade no período.