Augusto Cury descarta apoio a Lula no 2º turno

Foto: Reprodução/Avante
Candidato pelo Avante afirma que não apoiaria Lula "em hipótese alguma" e impõe condições para apoiar Flávio Bolsonaro
O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato à presidência pelo Avante, descartou qualquer possibilidade de apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. As declarações foram feitas nesta quinta-feira (10) durante um encontro com operadores da Faria Lima, em São Paulo, organizado pelo banco Genial.
Na mesma ocasião, Cury estabeleceu condições para direcionar seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), principal nome da oposição na disputa. Ao se referir ao presidente Lula, Augusto Cury foi categórico e recebeu aplausos da plateia presente ao evento. "Eu não apoiaria, em hipótese alguma, Lula. Nem 0,01%", afirmou o candidato. Em seguida, completou: "O Lula tem que se aposentar, o modelo do PT tem que aposentar. Com todo o respeito ao que fez em seu primeiro governo, quando estava o Meirelles (Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central) e o Palocci (Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda), com todos os seus problemas."
Já em relação a Flávio Bolsonaro, Augusto Cury não fechou as portas, mas condicionou um eventual apoio a esclarecimentos do candidato sobre seu envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Vorcaro é suspeito de comandar um esquema de fraudes financeiras que teria causado um rombo no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e em investimentos estatais. "Não ficaria neutro. Mas ele teria que provar que não é corrupto, teria que explicar o "Dark Horse". Tem um longa-metragem meu sendo rodado agora com quase um décimo do valor do filme do pai dele, para ter uma ideia. E ele teria que pegar o meu plano de governo, ir no cartório, fazer um registro e dizer que vai cumprir", declarou Augusto Cury.
Segundo pesquisa Quaest divulgada no dia 7 de setembro, Lula lidera as intenções de voto com 36%, seguido por Flávio Bolsonaro com 29%. Augusto Cury aparece isolado na terceira posição, com 8%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Nas simulações de segundo turno, o petista e o filho de Bolsonaro empatam numericamente, ambos com 41%.