Atlético venceu 71% dos mata-matas continentais em casa desde 1992

Foto: Atlético/Reprodução
Desde 1992, o Atlético avançou em 30 de 42 jogos de volta como mandante em competições continentais da Conmebol
O Atlético recebe o Santos nesta quarta-feira (16/9), às 19h, na Arena MRV, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana. A missão é árdua: reverter uma desvantagem de 2 a 0 construída pelo time paulista no jogo de ida. Apesar do placar desfavorável, o histórico do clube em decisões continentais como mandante oferece razões para otimismo. Desde 1992, o Atlético disputou 42 jogos de volta de mata-matas continentais em seus domínios e avançou em 30 oportunidades, o que representa um aproveitamento de 71%.
Considerando apenas essas partidas decisivas em casa, o Galo acumula 27 vitórias, 11 empates e apenas quatro derrotas. O levantamento realizado pelo jornal O Tempo engloba todas as eliminatórias nas competições organizadas pela Conmebol desde 1992, quando o Atlético começou a disputar fases de mata-mata nos torneios continentais. Foram incluídas a Copa Libertadores, a Copa Sul-Americana, a Copa Conmebol e a Recopa Sul-Americana. Ficaram de fora a Copa Ouro de 1993, cuja semifinal foi decidida em jogo único no Mineirão sem mandante definido, e a Copa Master da Conmebol de 1996, disputada em campo neutro no Mato Grosso. Vale destacar que os regulamentos dos torneios mudaram ao longo dos anos — as semifinais da Copa Libertadores de 1978, por exemplo, foram decididas em grupos e não em mata-matas diretos, portanto também não entraram no recorte.
Na Copa Libertadores, o Atlético apresenta um dos seus melhores retrospecto. Foram 18 mata-matas finalizados em Belo Horizonte, com 14 classificações e quatro eliminações. Apesar das quedas, o Galo nunca perdeu o jogo decisivo como mandante no torneio: são 12 vitórias e seis empates. O capítulo mais marcante desse histórico aconteceu na campanha do título de 2013, quando o Atlético teve a melhor campanha da primeira fase e decidiu todos os mata-matas em casa. Na semifinal, derrotou o Newell"s Old Boys por 2 a 0 e avançou nos pênaltis.
Na decisão, repetiu o roteiro: depois de perder por 2 a 0 para o Olimpia no Paraguai, venceu pelo mesmo placar no Mineirão e conquistou o título nas penalidades. Esse ciclo inclui ainda jogos históricos, como o duelo contra o Tijuana em 2013, com Victor salvando a classificação com uma defesa nos acréscimos.