Ancelotti ignora críticas e foca em nova geração para 2030

Carlo Ancelotti durante coletiva da Seleção Brasileira © Rafael Ribeiro/CBF
Técnico da seleção brasileira defende renovação do elenco e diz que críticas não afetam seu trabalho à frente da Amarelinha
Focado na construção de uma nova geração para a Copa do Mundo de 2030, o técnico Carlo Ancelotti minimizou as críticas ao seu trabalho à frente da seleção brasileira.
Nesta terça-feira (29/9), o Brasil enfrenta a Austrália em mais um amistoso, após o empate em 1 a 1 no primeiro confronto entre as equipes na semana passada — com gol de Rayan nos minutos finais. O torcedor brasileiro espera uma atuação mais consistente e entrosada da Amarelinha.
Ancelotti deixou claro qual é o seu objetivo principal no comando da seleção: "A prioridade é buscar construir uma nova geração de futebolistas que possa acompanhar a seleção no futuro próximo, que é a Copa América e a Copa do Mundo. Essa é a prioridade. Pode ser que hoje, nos 26 (convocados), não estejam os melhores, mas algo temos que fazer. Temos que acompanhar o jovem que pode apresentar o futuro e acompanhá-lo de perto. Isso significa que, há um ano, um jogador que não jogava não era chamado. Agora, um jogador que não joga no clube, que pensamos que é bom para o futuro da seleção, vou chamar."
O treinador assumiu o comando da Amarelinha em maio de 2025. Desde então, foram 18 jogos, com 10 vitórias, 4 empates e 4 derrotas, resultando em um aproveitamento de 63%.
Ainda assim, a eliminação nas oitavas de final da Copa de 2026 para a Noruega, disputada nos Estados Unidos, segue como uma sombra sobre o torcedor brasileiro, que já vive o maior jejum de títulos mundiais de sua história: 24 anos desde o pentacampeonato, conquistado em 2002.
Diante das críticas, Ancelotti demonstrou serenidade. "A crítica ao meu trabalho sempre existiu e sempre vai existir. Ela não afeta a ideia que tenho para o futuro desta seleção e destes jogadores", declarou o treinador em coletiva de imprensa às vésperas do duelo contra a Austrália, marcado para terça-feira (29/9), às 7h (horário de Brasília), em Brisbane.
Ele afirmou ainda que a equipe tem "confiança, motivação e talento" para superar a "grande decepção" da Copa de 2026.
O técnico, que já comandou clubes como Real Madrid, Milan, Bayern de Munique, Chelsea e Paris Saint-Germain, reconhece o peso da função, mas não se abala com a pressão. "A expectativa sobre o treinador da seleção é sempre muito alta. Você precisa ganhar a Copa do Mundo. Mas não me lembro de um único ano na minha carreira em que a exigência também não fosse altíssima", pontuou.
Sobre as cobranças por um futebol mais atraente, Ancelotti foi direto: "Jogo bonito? Temos qualidade técnica para jogar bonito, mas acredito que o mais importante seja vencer a partida."
Após os dois amistosos contra a Austrália, o Brasil ainda enfrentará a Índia no próximo sábado, em Calcutá.