Ataque russo a Kiev deixa 15 mortos e Zelensky pede mais mísseis

Rússia faz o ataque mais devastador contra Kiev desde o início da guerra contra a Ucrânia — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Ataque russo com mísseis e 168 drones matou 15 pessoas em Kiev; Zelensky cobra mais sistemas Patriot dos aliados
O ataque russo contra Kiev na madrugada desta quinta-feira (20/8) deixou ao menos 15 mortos, segundo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
O líder ucraniano reforçou a necessidade urgente de ampliar a capacidade de defesa antiaérea do país diante da ofensiva. Zelensky confirmou que o ataque utilizou vários tipos de mísseis e 168 drones.
Além das vítimas fatais, mais de 30 prédios residenciais foram danificados, assim como uma escola, um hospital infantil e uma creche, em Kiev e na região ao redor da capital.
Em comunicado publicado no Telegram, o presidente ucraniano destacou o desempenho das forças de defesa, mas alertou para a vulnerabilidade diante dos mísseis balísticos: "Nossos guerreiros abateram hoje todos os mísseis russos Kalibr. A taxa geral de interceptação de mísseis de cruzeiro foi de 93%, além de uma alta porcentagem de drones abatidos. A maior ameaça é a balística. E isso depende inteiramente do fornecimento de mísseis para os sistemas Patriot para a Ucrânia — portanto, depende dos parceiros do nosso estado".
O sistema Patriot é uma defesa antiaérea e antimíssil de longo alcance, de fabricação estadunidense. Ele é utilizado pela Ucrânia para interceptar mísseis balísticos russos durante a guerra, que já se estende por mais de quatro anos.
Zelensky foi enfático ao relacionar o fornecimento de armamento com as perspectivas de paz, afirmando que "enquanto a Ucrânia não tiver armamento antibalístico suficiente, a Rússia não considerará seriamente a paz".
O presidente acrescentou ainda que "os interceptores dos mísseis Patriot ainda não foram substituídos e são necessários todos os dias. Cada míssil adicional salva vidas".
O líder ucraniano segue tentando negociar uma maior quantidade de sistemas Patriot com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, buscando reforçar o escudo de proteção do país contra os ataques russos.