UE cobra reforço nas fronteiras por conta de crise migratória em Ceuta

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Em carta a Pedro Sánchez, Von der Leyen pede mais ações após crise migratória em Ceuta que deixou 67 mortos
A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, enviou uma carta ao primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, na qual afirma que a União Europeia precisa intensificar os esforços para reforçar as fronteiras em pontos críticos. A correspondência, datada de 3 de agosto e obtida pela Reuters, também reiterou o compromisso da UE em apoiar a Espanha no combate à imigração ilegal. A carta foi redigida na esteira do grande fluxo de migrantes registrado na semana anterior, quando milhares de pessoas cruzaram a fronteira marroquina em direção ao enclave espanhol de Ceuta, no norte da África.
O episódio resultou na morte de pelo menos 67 pessoas. No documento, Von der Leyen reconheceu o apoio já prestado pela União Europeia à Espanha, mas sinalizou que medidas adicionais são necessárias para lidar com a crise migratória na região. A presidente da Comissão destacou a importância de fortalecer a cooperação entre os países envolvidos e os mecanismos de controle fronteiriço. "Em cooperação com a Espanha, especialmente em tudo o que se refira a Ceuta e Melilla, poderíamos aprimorar os sistemas de alerta precoce para a gestão de fronteiras e melhorar nosso apoio técnico e financeiro a Marrocos", escreveu Von der Leyen na carta.
A proposta de Von der Leyen inclui, portanto, não apenas o fortalecimento dos sistemas de monitoramento fronteiriço, mas também um incremento no suporte oferecido ao Marrocos, país de origem de grande parte dos fluxos migratórios que chegam a Ceuta e Melilla. A iniciativa reflete a estratégia da UE de atuar tanto nas fronteiras externas quanto nos países de trânsito para conter a imigração irregular.