Há 42 dias sem casos, Uganda está livre do ebola; Congo segue em alerta

Ebola, imagem gerada por IA
Após 42 dias sem novos casos, a OMS declarou Uganda livre do ebola, mas mantém alerta para a situação na República Democrática do Congo
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, nesta quinta-feira (27/8), que Uganda está oficialmente livre do vírus ebola. A decisão foi tomada após 42 dias sem novos casos registrados, contados a partir da última alta hospitalar, e sem qualquer evidência de transmissão subsequente no país.
Apesar de celebrar a conquista, a OMS destacou que segue monitorando a situação em países vizinhos, especialmente a República Democrática do Congo (RDC), que enfrenta um aumento preocupante no número de casos da doença altamente contagiosa.
"A OMS elogia o Governo de Uganda, os profissionais de saúde, as comunidades e os parceiros pelas medidas enérgicas tomadas para conter o surto e evitar uma maior propagação. A vigilância contínua permanece essencial, uma vez que a transmissão continua em áreas vizinhas da República Democrática do Congo, com risco de importação", informou a OMS nas redes sociais.
A organização também reforçou seu compromisso com o país no período de transição: "A OMS continuará apoiando o Ministério da Saúde e os parceiros enquanto Uganda transita da resposta intensiva de emergência para a prontidão baseada no risco. Saiba mais nesta declaração conjunta".
A declaração oficial foi lida em assembleia pelo diretor regional da OMS na África, Mohamed Janabi, que prestou reconhecimento ao governo ugandense. "Parabenizo o Governo de Uganda pela sua forte liderança e ação decisiva no combate ao surto de #Ebola causado pelo vírus Bundibugyo. Uganda demonstrou que o Ebola pode ser contido por meio de um forte engajamento comunitário e ações abrangentes e precoces", afirmou.
Ao longo de 2026, Uganda registrou 20 casos de ebola e duas mortes, sendo quase todos em pessoas que haviam viajado ao Congo. O país também anunciou planos para abrir mais dois centros de tratamento da doença no território vizinho, que já conta com outras duas unidades em funcionamento.
O ebola é transmitido pelo contato direto com sangue, fluidos corporais ou tecidos de pessoas ou animais infectados, inclusive após a morte. Desde que o surto foi declarado na RDC em 15 de maio, foram confirmados mais de 5.600 casos no país, incluindo mais de 2.700 mortes. O episódio é considerado o maior e mais rápido surto da doença fatal já registrado no mundo.