Síria é retirada da lista de terrorismo dos EUA

Departamento de Estado dos EUA cumpre promessa de Trump e remove a Síria da lista de Estados patrocinadores do terrorismo
Os Estados Unidos retiraram, nesta segunda-feira (24/8), a Síria da lista de países considerados Estados patrocinadores do terrorismo. A medida, anunciada pelo Departamento de Estado, cumpre uma promessa do presidente Donald Trump de aliviar as sanções contra o país após a queda do regime de Bashar al-Assad. Com a decisão, a Síria deixa de estar sujeita às proibições previstas na legislação norte-americana para governos classificados como patrocinadores do terrorismo. A mudança representa um passo importante para a reinserção do país no sistema financeiro e comercial internacional, além de abrir caminho para a reconstrução da economia síria. A medida ocorre meses depois de Trump anunciar, em maio de 2025, a intenção de suspender as sanções contra a Síria.
Em junho daquele ano, o presidente assinou uma ordem executiva que encerrou a emergência nacional e retirou a base de diversas sanções abrangentes aplicadas ao país. Em julho deste ano, Trump já havia sinalizado a possibilidade de retirar a Síria da lista durante um encontro com o presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, à margem da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), na Turquia. "Eu acho que sim", respondeu Trump ao ser questionado sobre a possibilidade de remover a designação. Na ocasião, o presidente norte-americano afirmou que al-Sharaa havia feito "um ótimo trabalho".
A Síria estava na lista de Estados patrocinadores do terrorismo desde 1979, quando o país era governado por Hafez al-Assad, pai de Bashar al-Assad. A classificação impõe restrições à assistência externa dos EUA, à venda de armas, às exportações e a determinadas operações financeiras. Apesar do amplo alívio das restrições, Washington não encerrou todas as sanções relacionadas à Síria. Segundo o governo norte-americano, permanecem medidas contra Bashar al-Assad e seus associados, violadores de direitos humanos, traficantes da droga Captagon, integrantes do Estado Islâmico e afiliados da Al-Qaeda, além de outros atores considerados desestabilizadores. A retirada da designação ocorre em meio aos esforços do governo de Ahmed al-Sharaa para reconstruir a Síria após mais de uma década de guerra civil e o colapso do regime Assad.