Manicure morta em Contagem será velada nesta quarta-feira; marido foi preso

Suspeito de matar a manicure Silvani Paulino foi preso em Conselheiro Lafaiete - Foto: Reprodução / Redes Sociais
Manicure assassinada a tiros pelo marido no próprio salão terá velório na Igreja Assembleia de Deus, em Contagem, a partir das 9h30
A manicure Silvani Paullino, de 36 anos, assassinada a tiros dentro do salão de beleza onde trabalhava, será velada nesta quarta-feira (19) na Igreja Assembleia de Deus, no bairro Petrolândia, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A cerimônia está prevista para começar às 9h30 e se encerrar às 13h30.
O principal suspeito pelo crime, ocorrido na noite de segunda-feira (17), é o próprio marido de Silvani Paullino. O homem foi preso nesta terça-feira (18) em Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas Gerais, em um hotel às margens da estrada, quando aparentemente se dirigia ao Rio de Janeiro.
A família de Silvani Paullino se manifestou nas redes sociais com uma mensagem de despedida: "Hoje nos despedimos com o coração cheio de saudade e tristeza, mas também com a certeza de que o amor e as lembranças permanecerão para sempre em nossos corações. Que Deus conforte familiares e amigos neste momento de dor, dando força para enfrentar essa despedida. Sua presença fará muita falta, mas seu carinho, sua história e tudo o que viveu conosco jamais serão esquecidos".
Silvani Paullino foi morta no bairro Funcionários, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O salão de beleza onde ela trabalhava funcionava em um espaço adaptado dentro da própria residência da família.
O corpo foi encontrado pela filha mais velha do casal, uma adolescente de 17 anos.
O relato da filha
Em entrevista à Itatiaia, a jovem descreveu como o crime aconteceu.
Segundo ela, o suspeito apagou a iluminação externa do salão antes de entrar no local encoberto por uma balaclava preta.
"Ele apagou a luz de fora que tem no salão, mas dentro tem duas lamparinas em cima da mesa dela que iluminam o salão todo. Mesmo assim, dava para ver tudo. Ele entrou, abriu a porta e falou 'bu'. Estava com a cara tampada, de balaclava preta. Aí ele chegou e deu um tanto de tiro nela. Ela caiu e ele correu. Eu já liguei para a polícia, liguei para todo mundo, me desesperei e saí", relatou a adolescente.
A filha também revelou que Silvani Paullino já havia demonstrado o desejo de se separar do companheiro.
A jovem afirmou que chegou a aconselhar a mãe a encerrar o relacionamento, mas que ela temia o impacto da separação na estrutura familiar.
"Eu falei várias vezes para ela se separar dele, mas ela sempre ficava com medo, porque não queria separar a família também", disse a adolescente.
O caso de Silvani Paullino reacende o debate sobre a violência doméstica e o feminicídio no Brasil, evidenciando como o medo de desestruturar a família pode impedir mulheres em situação de risco de buscar proteção.