Helicóptero cai no Rio e mata três turistas colombianas e piloto

Bombeiros trabalham para chegar até a área onde caiu um helicóptero perto da Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio. — Foto: Divulgação
Família colombiana veio ao Brasil para comemorar aniversário de 15 anos; Rocio Cubillos e outras duas parentes morreram na queda
Quatro pessoas morreram na manhã deste sábado (8) após a queda de um helicóptero no Alto da Boa Vista, na Zona Sul do Rio de Janeiro, próximo à Vista Chinesa. Entre as vítimas estavam três mulheres de uma família colombiana que havia viajado ao Brasil especialmente para comemorar o aniversário de 15 anos de uma das filhas do grupo. O piloto da aeronave também não sobreviveu.
As três colombianas que perderam a vida no acidente faziam parte de um grupo familiar de seis pessoas que planejava realizar o passeio de helicóptero juntas. As vítimas identificadas são Rocio Cubillos, avó de 59 anos, que embarcou na aeronave junto com a filha e a neta; Wendy Manrique, mãe de 37 anos, filha de Rocio Cubillos; e Sofia Murillo, filha de 17 anos, que acompanhava a mãe e a avó no voo.
A adolescente de 15 anos que motivou a viagem ao Brasil não estava no helicóptero no momento do acidente. Ela viajaria na aeronave seguinte com os demais familiares, mas o grupo não chegou a decolar.
Além das três colombianas, o piloto Alessandro Rocha também morreu na queda.
As três turistas colombianas que morreram realizavam sua primeira viagem ao Brasil. Elas haviam chegado ao Rio na segunda-feira (3) e permaneceriam no país até terça-feira (11).
Durante a estadia, o grupo fez passeios pela cidade e também visitou Búzios, na Região dos Lagos.
Rocio Cubillos e as demais vítimas estavam no Rio acompanhadas de outros parentes: Victor Manrique, filho de Rocio, sua esposa Daniela Castañeda e a filha do casal de 15 anos.
Segundo familiares, o grupo contratou o passeio de helicóptero após uma pesquisa nas redes sociais. Após o acidente, Victor, Daniela e a filha do casal permaneceram no hangar aguardando informações.
Eles ouviram um funcionário mencionar que teria ocorrido um "pouso forçado" e cobraram explicações, mas, segundo o relato, ninguém informava o que havia acontecido. Ainda no hangar, os familiares acabaram descobrindo a dimensão do acidente por meio de sites de notícias.
O Corpo de Bombeiros do RJ foi acionado às 11h11 para atender à ocorrência. Os destroços da aeronave, um Robinson R44, foram localizados pela equipe do Grupamento de Operações Aéreas.
O helicóptero explodiu ao cair na encosta, e as chamas se espalharam pela mata. Militares especializados em combate a incêndios florestais foram mobilizados e conseguiram controlar o fogo. Os quatro ocupantes morreram carbonizados.
A operação mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais.
O tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, explicou as dificuldades enfrentadas pelas equipes: "A maior dificuldade das equipes no momento é o acesso, tanto para entrar no local quanto para sair. A aeronave caiu em uma região de mata muito íngreme, com áreas de precipício, onde só é possível trabalhar com técnicas de corda e equipamentos de segurança".
Sobre o incêndio, o tenente-coronel acrescentou: "Quando chegamos, além do helicóptero, havia também um incêndio provocado pela explosão do combustível da aeronave. Esse incêndio já foi totalmente extinto".
Ele ainda destacou os próximos passos da operação: "Agora, nosso desafio é encontrar acessos mais rápidos para facilitar o trabalho da perícia da Polícia Civil e do Cenipa, além da futura retirada dos corpos. Estamos trabalhando para que isso aconteça o quanto antes, de preferência ainda hoje".
O passeio de helicóptero que terminou em tragédia seria realizado com as portas abertas, teria duração de 20 minutos e custou R$ 2.550 para o grupo.