Escritório de advocacia cobra R$ 240 mil de Renê Nogueira

Foto: Record TV/Reprodução
Escritório que defendia Renê, réu pela morte do gari Laudemir em BH, aciona a Justiça para cobrar honorários após rescisão de contrato
O escritório de advocacia que representava Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pela morte do gari Laudemir Souza Fernandes, ingressou na Justiça para cobrar R$ 240 mil em honorários advocatícios. A ação foi apresentada após Renê revogar o contrato e retirar a procuração da equipe responsável por sua defesa. O crime completa um ano nesta terça-feira (11). De acordo com a ação de cobrança obtida pela Itatiaia, o contrato foi firmado em 18 de setembro de 2025 e previa o pagamento de R$ 10 mil de entrada, além de 38 parcelas de R$ 5 mil. O escritório afirma que Renê não teria pago nenhuma dessas quantias. O contrato também previa o pagamento adicional de R$ 40 mil caso a defesa conseguisse retirar uma das qualificadoras do homicídio. Na decisão que levou Renê a júri, a Justiça afastou a qualificadora de perigo comum, mantendo as de motivo fútil e de recurso que dificultou a defesa da vítima. Com base nisso, os antigos advogados sustentam ter direito ao valor adicional. Ao todo, o escritório afirma que Renê deve R$ 240 mil. *
Segundo a ação, em 31 de julho de 2026, Renê enviou uma notificação extrajudicial comunicando a rescisão unilateral do contrato e revogando a procuração concedida aos advogados. A equipe afirma que a decisão ocorreu depois de grande parte do trabalho técnico já ter sido realizado, e argumenta que a rescisão do contrato não elimina a obrigação de pagamento pelos serviços já prestados.
A saída do escritório representa a quarta mudança na defesa de Renê desde sua prisão. A equipe liderada pelo advogado Bruno Silva Rodrigues, que atuava no caso desde o fim de agosto de 2025, anunciou na sexta-feira (7) que deixou a defesa. Neste sábado (8), o escritório Lima e Silva, Correa e Resende Neves Sociedade de Advogados assumiu o caso. Um dos integrantes da nova equipe é o advogado Bruno Correa, que também defende a diarista Paola Stefany Neto Cirino, acusada de assassinar um casal de idosos em Belo Horizonte.
Renê da Silva Nogueira Júnior é réu pela morte do gari Laudemir Souza Fernandes, ocorrida em 11 de agosto de 2025, na Rua Modestina de Souza, no bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte. Segundo as investigações, Renê teria se irritado com o caminhão de coleta de lixo que trafegava pela via, ameaçado a motorista do veículo com uma arma e, em seguida, atirado contra Laudemir, que trabalhava na coleta de resíduos. O tiro atingiu a região das costelas da vítima, atravessou o corpo e ficou alojado no antebraço esquerdo. Laudemir morreu no local. Renê foi preso horas depois, quando chegava a uma academia, e confessou o crime. De acordo com a acusação, a arma utilizada no crime pertencia à delegada Ana Paula Lamego Balbino. As investigações apontam ainda que o empresário teria orientado a esposa a entregar aos investigadores uma arma diferente da utilizada no assassinato. A Corregedoria da Polícia Civil abriu procedimentos para investigar a conduta da delegada. Ana Paula entrou em licença médica dois dias após o assassinato e desde então não retornou ao trabalho. Em 9 de junho de 2026, ela teve a licença renovada por mais 90 dias, permanecendo afastada até outubro deste ano.