Renan Santos é oficializado pelo Missão como candidato a presidente

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Renan Santos foi oficializado à Presidência no Congresso Nacional do Missão, em São Paulo, com críticas a Lula, PT e família Bolsonaro
O Partido Missão oficializou neste sábado (1/8) a candidatura de Renan Santos à Presidência da República nas eleições de 2026, durante o Congresso Nacional do partido, realizado em um pavilhão na Mooca, bairro da zona leste de São Paulo. A oficialização havia sido antecipada em convenção online no dia 20 de julho, por medidas de segurança, após Renan Santos se tornar alvo do crime organizado ainda durante a pré-campanha.
Renan Santos discursou por quase uma hora, com referências à fundação do Movimento Brasil Livre (MBL), à atuação do grupo nos protestos de 2013 e às mobilizações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). "Em 2014, quando nós montamos o Movimento Brasil Livre, o maior e mais importante movimento da história do Brasil, nós não éramos nada além de um grupo de rapazes, num escritório mofado no centro de São Paulo, com um sonho na cabeça, grandes ambições, e em um ano e meio de trabalho, o governo do PT havia caído", declarou o candidato.
Ao longo do discurso, Renan Santos fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao Partido dos Trabalhadores e à família Bolsonaro. O candidato reforçou que o Missão representa a "última linha de defesa do Brasil produtivo contra a vitória do pesadelo e da noite Petista" e classificou Flávio Bolsonaro como "o farsante, o fraco, o corrompido" na disputa eleitoral. "Nós não somos a negação do PT. Nós não somos antipetistas. Nós não somos como dos ratos que se vestem de verde e amarelo, se apropriando dos símbolos nacionais, só para dizerem, "veja só, eu sou o oposto do Lula".
Quando você se define pelo seu inimigo, você nunca o supera. E é por isso que ambos têm que ir para a lata de lixo da história juntos", afirmou Renan Santos. O discurso também incluiu críticas a outros nomes da direita, como o candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL-PR), que foi um dos mais vaiados pelo público presente no congresso. Renan Santos definiu Moro como "um vassalo, um homem que não teve a estatura de defender o próprio legado e se submeteu a ser escravo daqueles que destruíram a sua grande obra, que era a Lava Jato".
Além da oficialização da candidatura, o evento deste sábado contou com debates e palestras de formação partidária ao longo do dia. O destaque foi o lançamento do "Livro Amarelo", uma coletânea de estudos e diretrizes do MBL que serve de base para o programa e o plano de governo das candidaturas do partido. A obra tem quase 500 páginas, divididas em 14 capítulos ilustrados e organizados em três partes, abordando temas como ajuste fiscal, segurança pública, saúde, educação, terras raras e política externa. De acordo com o Missão, o projeto foi desenvolvido ao longo de mais de dois anos, com a participação de mais de 200 voluntários.
Antes da oficialização, Renan Santos afirmou, em entrevista ao Metrópoles TV, que estará na disputa do segundo turno pelo Palácio do Planalto e recusou a possibilidade de apoiar Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual confronto contra o presidente Lula. "São dois incompetentes, são dois imbecis, são dois ladrões. O Brasil não pode ficar na mão desses caras. Então eu não consigo imaginar um segundo turno neles. O segundo turno com essas duas pessoas é uma derrota total e completa do país. É uma vergonha pra gente, é uma falta de ambição", declarou. Renan Santos também comentou sobre ter se tornado alvo do crime organizado durante a pré-campanha, fato que levou o Missão a antecipar a oficialização de sua candidatura por razões de segurança. Com a candidatura agora formalizada presencialmente, o partido segue estruturando sua plataforma para as eleições de 2026.