Vítimas de acidente com ônibus na BR-040 começam a ser enterradas na Grande BH

Dez pessoas que saíram de Belo Horizonte morrem após ônibus tombar em Petrópolis, no Rio de Janeiro. — Foto: TV Globo
Sete das dez vítimas do acidente com ônibus clandestino em Petrópolis são sepultadas em BH e Região Metropolitana
Sete das dez vítimas do acidente com ônibus clandestino em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, começaram a ser enterradas nesta terça-feira (18) em cemitérios de Belo Horizonte e da Região Metropolitana.
O veículo havia saído da capital mineira com destino a Copacabana, Zona Sul do Rio, e tombou por volta das 4h30 no Km 91 da BR-040, que estava em obras. A rodovia ficou interditada por quatro horas para os trabalhos do Corpo de Bombeiros.
Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o ônibus registrado em nome da Dinna Ellles Turismo, com comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda, não estava habilitado para viagens interestaduais.
A agência também informou que não localizou nenhuma empresa habilitada com o nome Estrela Guia Turismo, o que levou à classificação da viagem como clandestina.
Às 13h desta terça (18), o corpo de Ketelyn Polyane Alves de Oliveira, de 19 anos, foi enterrado no Cemitério da Saudade, na região Leste de Belo Horizonte. A jovem estava grávida e esperava um menino.
Em entrevista à TV Globo, a prima de Ketelyn revelou que ela planejava conhecer o Rio de Janeiro pela primeira vez e havia organizado a viagem como uma surpresa para a família.
"Ela resolveu fazer uma surpresa para a família e era um bate-volta no único dia que ela tinha de folga na semana. Seria a última viagem dela com o namorado antes do neném chegar", disse Luisa Marra.
Ainda nesta tarde, quatro mulheres moradoras da Vila Acaba Mundo, na Região Centro-Sul de BH, também seriam enterradas no Cemitério da Saudade.
Entre elas estão tia e sobrinha, identificadas como Priscilla de Souza Braz, de 33 anos, e Lavínia Eduarda; e mãe e filha, identificadas como Luciana Ferreira Carvalho, de 53 anos, e Jhennifer Ferreira Carvalho, de 33 anos.
Em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os corpos de Keyla Perucci da Silva, de 35 anos, e de Dayanna de Lima Viana, de 36 anos, seriam sepultados no Cemitério da Paz.
O Corpo de Bombeiros informou que 56 pessoas foram atendidas na ocorrência e que ao menos 23 deram entrada em unidades de saúde.
Familiares das vítimas cobram justiça pelo ocorrido. A prima de Ketelyn também se manifestou sobre a responsabilidade pelo acidente.
"É revoltante saber que tem uma empresa ganhando dinheiro fora da lei. Um acidente é um acidente, mas foi uma sequência de erros que poderiam ter sido evitados desde o início da viagem", finalizou Luisa Marra.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades, que buscam responsabilizar os envolvidos na operação clandestina do transporte que resultou na morte de dez pessoas oriundas de Belo Horizonte.