Petrobras aguarda autorização do Ibama para novos poços na Foz do Amazonas

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A Petrobras espera autorização do Ibama para perfurar três novos poços na Foz do Amazonas após descoberta de petróleo no poço Morpho
A Petrobras aguarda a autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para dar início à perfuração de pesquisa em três novos poços na bacia da Foz do Amazonas. A informação foi confirmada tanto pela estatal quanto pelo órgão ambiental ao Blog Caio Junqueira, da CNN Brasil. Segundo o Ibama, o processo de licenciamento ambiental para a perfuração marítima no bloco FZA-M-59 contempla um total de quatro poços: um principal e outros três contingentes. A Licença de Operação para a perfuração do poço principal, denominado Morpho, foi emitida em outubro de 2025.
Contudo, informações específicas ainda eram necessárias para a avaliação dos demais poços. O processo encontra-se atualmente em análise das informações complementares solicitadas pelo Instituto. Esses dados foram protocolados pela Petrobras em 14 de agosto de 2026, uma sexta-feira, e são fundamentais para a conclusão das avaliações técnicas. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, confirmou nesta segunda-feira (17) a descoberta de petróleo no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na costa do Amapá. A expectativa é que a área reforce o potencial petrolífero da Margem Equatorial e, caso a viabilidade comercial seja confirmada, contribua para compensar o declínio da produção do pré-sal no futuro.
Na sexta-feira (14), a Petrobras já havia anunciado a descoberta de hidrocarbonetos em poço exploratório na Bacia da Foz do Rio Amazonas, em águas ultraprofundas do Amapá. A declaração de Chambriard ocorreu após uma comitiva visitar a sonda NS-42, responsável pela pesquisa exploratória no poço Morpho. A presidente foi acompanhada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior; e pelo presidente do Senado Federal, David Alcolumbre. "Confirmando nossas expectativas, e tudo dando certo, é que temos o condão de produzir uma área que pode ajudar a recomposição das reservas da Petrobras e do Brasil a partir do declínio da produção do pré-sal", afirmou Chambriard.
O pré-sal foi determinante para o crescimento da produção brasileira de petróleo e transformou o produto em um dos principais itens da pauta de exportações do país. A estratégia da Petrobras é encontrar novas reservas que possam entrar em produção à medida que os campos atualmente responsáveis pela maior parcela da produção nacional avancem em seu ciclo de maturação. A descoberta na Foz do Amazonas pode ser um passo relevante nessa direção.
O poço Morpho, de identificação técnica 1-BRSA-1405-APS, está localizado a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá, em lâmina d"água de 2.886 metros. A presença de hidrocarbonetos foi identificada por meio de perfis elétricos e indícios encontrados nas rochas durante a perfuração. Segundo Magda Chambriard, a perfuração do poço ocorre desde outubro de 2025 e custa aproximadamente US$ 1 milhão por dia. Após cerca de 300 dias de operação, o investimento associado à perfuração estaria próximo de US$ 300 milhões. A Petrobras é operadora e detém 100% de participação no bloco FZA-M-59, área adquirida na 11ª Rodada de Licitações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), realizada em 2013, sob o regime de concessão.