Minas Gerais registra 3,8% de desemprego; abaixo da média nacional

Carteira de trabalho e desemprego | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Onze estados ficaram abaixo da média nacional de 5,4% no 2º trimestre de 2026, segundo dados do IBGE
Onze das 27 unidades da federação brasileira encerraram o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego abaixo da média nacional, que ficou em 5,4%. Entre esses estados, cinco registraram índices inferiores a 3%. Minas Gerais aparece na lista com taxa de 3,8%, ocupando a sétima posição entre os estados com menor desemprego do país. Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
Confira os estados que registraram taxa de desemprego abaixo da média nacional de 5,4%: - Santa Catarina liderou o ranking com o menor índice do país: apenas 2,1% de desemprego no período. - Mato Grosso ficou em segundo lugar, com taxa de 2,2%, seguido de perto pelo Espírito Santo, com 2,3%. - Rondônia registrou 2,6% e Mato Grosso do Sul, 2,7%, completando o grupo dos cinco estados com desemprego abaixo de 3%. - O Paraná aparece com 3,1%, enquanto Minas Gerais registrou 3,8%, ambos bem abaixo da média nacional. - Goiás (4,0%), Tocantins (4,1%), Rio Grande do Sul (4,2%) e Roraima (5,0%) completam a lista dos estados abaixo da média. No outro extremo, os estados com maiores taxas de desemprego foram Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%) e Piauí (8,3%). Sergipe e Alagoas registraram 7,9% cada, enquanto Amazonas ficou em 7,5% e Rio de Janeiro, em 7,1%.
O analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que as diferenças entre os estados são resultado de fatores ligados aos níveis de industrialização, à evolução da atividade econômica e ao grau de instrução da população. "Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste", assinala. Na comparação com o trimestre anterior, a média nacional apresentou melhora: a taxa de 5,4% no segundo trimestre representa recuo em relação aos 6,1% registrados no primeiro trimestre de 2026, indicando avanço no mercado de trabalho brasileiro.