Homem é condenado a 33 anos por matar esposa grávida a facadas em BH

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Michael Douglas Lopes de Souza Crivellari matou a esposa grávida a facadas em BH e foi condenado a 33 anos e nove meses de prisão
Michael Douglas Lopes de Souza Crivellari foi condenado a 33 anos e nove meses de prisão, em regime fechado, por matar a esposa, Bruna Cristina Ferreira Crivellari Lopes, de 35 anos, a facadas em Belo Horizonte. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (19) pelo Tribunal do Júri da capital mineira, nos termos da denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
O crime ocorreu em 15 de abril de 2025, na Vila Marçola, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Bruna estava grávida de três meses quando foi morta pelo marido durante uma discussão relacionada, principalmente, a questões financeiras.
O casal mantinha um relacionamento de cerca de um ano e havia se casado em janeiro de 2025.
O crime dentro de casa
Segundo o Ministério Público, Michael Douglas desferiu várias facadas em Bruna dentro da residência onde os dois moravam. A vítima foi atingida inicialmente nas costas e, em seguida, na região do peito.
O laudo de necropsia apontou ferimentos em diferentes partes do corpo, incluindo costas, peito, pescoço, nuca, braços e mão. As lesões provocaram a morte da vítima.
Policiais da Rotam foram acionados para atender à ocorrência. Ao chegarem à residência, encontraram Michael Douglas sentado no sofá, com as roupas sujas de sangue, enquanto Bruna estava caída no chão do quarto.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte da vítima no local.
Segundo a Polícia Militar, Michael Douglas confessou o crime e afirmou ter discutido com a esposa durante a madrugada. A faca apontada como utilizada no assassinato foi apreendida.
Feminicídio com agravantes
O processo apontou que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar e durante a gestação da vítima.
Para o Ministério Público, Michael Douglas agiu com intenção de matar a esposa por razões relacionadas à condição de mulher.
A denúncia sustentou ainda motivo fútil, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa de Bruna, além de destacar que as agressões foram praticadas de forma reiterada e violenta, causando sofrimento à vítima, que foi surpreendida pelas facadas.
Ao fim do julgamento nesta quarta-feira, Michael Douglas Lopes de Souza Crivellari foi condenado, nos termos da denúncia, a 33 anos e nove meses de prisão em regime fechado, encerrando o processo judicial pelo feminicídio de Bruna Cristina Ferreira Crivellari Lopes.