Matheus Pereira lamenta queda do Cruzeiro e faz autocrítica

Matheus Pereira e Kaio Jorge - Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Após eliminação na Libertadores, meia do Cruzeiro faz autocrítica e pede que equipe não baixe a guarda
Após o apito final selar a eliminação do Cruzeiro nas oitavas de final da Copa Libertadores, o meia Matheus Pereira foi um dos primeiros a falar na zona mista do Maracanã. Com tom de autocobrança e vulnerabilidade, o camisa 10 assumiu a responsabilidade pelo seu desempenho individual e buscou na própria trajetória de vida a inspiração para que a Raposa se reergua na temporada. A derrota por 2 a 1 para o Flamengo no Rio de Janeiro encerrou o sonho do tricampeonato continental, com placar agregado de 3 a 2. Para Matheus Pereira, a equipe pagou caro pelas oscilações ao longo dos 90 minutos. "Sentimento é de frustração, principalmente pelo primeiro tempo. Quando estávamos melhores na partida, sofremos o segundo gol. Uma eliminação muito difícil", declarou o camisa 10.
Consciente da expectativa depositada sobre seu futebol nas partidas decisivas, Matheus Pereira não escondeu a insatisfação com a própria atuação. O jogador revelou se cobrar diariamente para entregar mais nos momentos de maior pressão. "Eu tenho que me cobrar, me cobro muito para ser mais decisivo, participar mais. Infelizmente não consegui. Tentei ao máximo, o time se dedicou. Mas é uma derrota difícil. Não podemos baixar a guarda", pontuou.
Além da análise do resultado, Matheus Pereira recorreu ao seu passado pessoal para enviar uma mensagem de resiliência ao vestiário e aos torcedores cruzeirenses. Ao relembrar desafios superados fora dos gramados, o meia destacou que o grupo precisa manter a convicção no trabalho para buscar a reabilitação no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. "Eu costumo trazer minha história de vida, de superação, luta, conquista. Há quatro anos, estava em depressão, com dificuldades, continuei lutando e hoje sou um vencedor na vida. Quero trazer isso para o futebol para que sigamos lutando. São derrotas pesadas em momentos decisivos. Mas não podemos baixar a guarda, temos que acreditar no projeto e fazer acontecer. Precisamos nos cobrar mais para chegar bem nas decisões", desabafou.