Candidatos ao Senado de MG usam 1º guia para se associar a Lula e Bolsonaro

Fonte: Flickr
Candidatos ao Senado por Minas usaram o 1º bloco eleitoral para se apresentar e se associar a lideranças nacionais como Lula e Bolsonaro
Candidatos ao Senado por Minas Gerais aproveitaram o primeiro bloco do horário eleitoral gratuito na televisão para se apresentar ao eleitorado, reforçar trajetórias políticas e se associar a lideranças nacionais. O primeiro programa foi exibido na tarde desta sexta-feira (28/6), marcando o início oficial da propaganda partidária no estado. A grande surpresa do bloco ficou por conta do PSDB, que não exibiu o rosto de nenhum candidato. A legenda optou por uma animação com os dizeres "tá vindo aí", acompanhada do número 456 e do mote "o senador de Minas".
O suspense tinha razão de ser: às 14h, o partido anunciaria a candidatura de um deputado federal ao Senado, em coletiva à imprensa em Belo Horizonte, após as renúncias de Gustavo Galassi (PSDB) e Marcelo Heringer (PDT). O deputado federal Domingos Sávio (PL) amenizou o discurso da direita radical e apostou na associação de sua imagem ao deputado Nikolas Ferreira (PL) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. Domingos se apresentou ao eleitorado como candidato "ficha limpa" e "do Bolsonaro", resgatou sua trajetória política e abordou temas como inflação, impostos e segurança pública. O deputado também comentou sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem classificou como um "líder" que está "preso e censurado", e fez alusão ao Supremo Tribunal Federal ao afirmar que há uma submissão do Senado a "quem se acha dono do país".
Sobre as estradas mineiras, declarou: "Minas produz muito, mas não recebe o que merece. Conecta o Brasil, mas tem rodovias virando corredores da morte." Ele encerrou seu tempo com a frase: "Vamos endireitar o Senado e lutar pelo nosso estado." Marília Campos (PT) exibiu trechos de agendas de campanha ao lado do deputado federal Patrus Ananias (PT), candidato ao governo de Minas, e apresentou imagens em Contagem, cidade onde exerceu o cargo de prefeita em quatro oportunidades.
O vídeo foi acompanhado pelo jingle de campanha e por uma gravação da própria Marília Campos afirmando que "política boa é a política da esperança". O programa encerrou com a frase "Minas Gerais inteira vota na mulher" e com o presidente Lula (PT) pedindo voto a Marília Campos durante agenda de campanha na Praça da Estação, realizada na última semana. Marcelo Aro (PP) fez uma apresentação ao eleitorado que incluiu a esposa e os seis filhos.
O candidato citou seu histórico como vereador em Belo Horizonte, deputado federal e secretário de Governo na gestão Romeu Zema (Novo), apresentando-se como responsável pelo envio de viaturas, postos de saúde, creches, ambulâncias e transportes aos municípios mineiros. "Hoje eu estou aqui não só para falar o que já fiz. Mas o que quero fazer. Quero representar Minas Gerais no Senado e trazer recursos aos 853 municípios", afirmou. Carlos Viana (PSD) utilizou todo o seu tempo de propaganda para exibir trechos da condução da CPMI do INSS, comissão que presidiu por meio do mandato que já exerce no Senado. Viana apresentou cenas em que dá voz de prisão a depoentes e faz a defesa de aposentados lesados pelo esquema criminoso desmantelado pela Polícia Federal (PF).
Arcanjo Pimenta (MDB) se apresentou como o primeiro homem negro a ser candidato ao Senado por Minas Gerais. "Um lugar que nós conquistamos", disse ele, acrescentando que a candidatura servia de exemplo para crianças de periferia que "acha que só pode pegar arma e vender droga". Áurea Carolina (PSOL) também apostou na imagem do presidente Lula e defendeu a tese de que Minas "precisa de uma mulher negra" no Senado. Já Carlin Moura (Avante) não apareceu no bloco: no tempo destinado ao partido, o candidato da legenda à Presidência, Augusto Cury, foi quem pediu votos aos candidatos da sigla. O primeiro horário eleitoral revelou as estratégias iniciais dos candidatos ao Senado por Minas Gerais, com destaque para a associação a lideranças nacionais, o resgate de trajetórias políticas e a aposta em temas de relevância para o eleitorado mineiro.