Viúva do gari Laudemir, Liliane França será candidata a deputada federal

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Viúva do gari assassinado em BH concorre pelo PDT com o nome "Lili do Gari" para dar voz aos trabalhadores urbanos
Liliane França da Silva, viúva do gari Laudemir de Souza Fernandes, assassinado em agosto do ano passado em Belo Horizonte, entrou na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. A candidatura foi oficializada em ata enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo PDT, partido pelo qual ela concorrerá ao cargo de deputada federal, usando o nome "Lili do Gari". Liliane França ganhou visibilidade nacional após o assassinato do marido, de 44 anos, morto a tiros por Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, no bairro Vista Alegre, região Oeste da capital mineira.
O crime ocorreu depois de o caminhão de coleta de lixo ter interrompido temporariamente o trânsito, e o episódio comoveu o Brasil inteiro. Ao formalizar sua candidatura, Liliane França declarou que o objetivo é dar voz aos trabalhadores urbanos. "Eu estou aqui para defender uma causa, uma história e o compromisso de ouvir e trabalhar por aqueles que muitas das vezes não tem voz", afirmou em publicação nas redes sociais. Ela se apresenta como mãe, avó e técnica em higiene bucal. Com 45 anos, nasceu em Ibirité e mora em Contagem, ambas na região metropolitana de Belo Horizonte.
O réu pelo homicídio do gari Laudemir, Renê Júnior, permanece preso após ter mais um pedido de habeas corpus negado, em junho, pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A defesa também solicitou que o TJMG determinasse o sigilo do processo, mas o pedido foi igualmente negado pelos desembargadores, que ressaltaram que, como regra geral, o processo penal preserva o princípio da publicidade e transparência dos atos judiciais.