Vice do Atlético chama ação de Kaio Jorge de "desleal e maldosa"

CSO do Atlético, Paulo Bracks, concedeu entrevista coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira, 16 de março, na Arena MRV
Vice do Atlético-MG chama jogada de Kaio Jorge de "desleal e maldosa" e ameaça acionar o STJD; Cruzeiro rebate e repudia declarações
O clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG no Mineirão não se encerrou com o apito final. Após o empate entre as equipes na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, a disputa se estendeu para fora dos gramados, com trocas de acusações entre dirigentes dos dois clubes envolvendo uma jogada polêmica protagonizada pelo atacante Kaio Jorge. O vice-presidente de futebol do Atlético-MG, Paulo Bracks, criticou duramente a atitude de Kaio Jorge em uma jogada que resultou na saída do zagueiro Ruan de campo por concussão.
O dirigente classificou a ação como "desleal e maldosa" e sinalizou que o clube pode acionar o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) para buscar uma punição ao atacante do Cruzeiro. "Não tem dúvida nenhuma que foi maldade e deslealdade, e isso não vamos aceitar. Acima de tudo, é um colega de profissão, não tem rivalidade. A integridade física está acima da rivalidade. Não é a primeira e nem a segunda que esse cidadão faz isso. Para nós, foi maldoso e desleal, a gente poderia estar aqui agora falando de uma lesão grave na coluna, e graças a Deus isso não aconteceu", declarou Bracks.
O episódio em questão ocorreu praticamente no primeiro lance da partida, quando Kaio Jorge realizou uma entrada em Ruan, que estava no ar para afastar a bola. O zagueiro caiu de cabeça no gramado e, apesar de tentar continuar em campo, sentiu tontura e precisou ser substituído aos 18 minutos. Sobre uma possível ação disciplinar, o dirigente atleticano foi direto: "A gente pode, além de oficiar a comissão de arbitragem para análise da arbitragem, com um minuto de jogo também tem infração, vamos consultar o jurídico para ver se tem algo a ser feito se o STJD não agir".
Diante das declarações de Bracks, o executivo do Cruzeiro, Bruno Spindel, rebateu com firmeza e repudiou a postura do dirigente atleticano, afirmando que houve uma tentativa de "pressionar e manipular a arbitragem nos tribunais". "A gente repudia veementemente a declaração da direção do nosso adversário com o intuito de pressionar, manipular a arbitragem em tribunais e criar um clima ruim para o próximo jogo. O Cruzeiro quer sempre decidir o jogo dentro do campo, não vamos aceitar esse tipo de conduta. A gente confia na CBF, confia no trabalho da comissão de arbitragem, confia nos árbitros, confia no trabalho que vai ser feito para blindar os árbitros dessa pressão. A gente repudia esse tipo de conduta de querer ganhar o jogo fora do campo, criar clima ruim", afirmou Spindel.
O executivo cruzeirense também trouxe à tona outro lance polêmico da partida, envolvendo o atacante Bruno Rodrigues e o goleiro Everson, ocorrido no final do jogo. Spindel ressaltou que, mesmo com o jogador hospitalizado, o clube não pretende usar o episódio como pressão. "Não aceitamos esse tipo de conduta. A gente está com o Bruno Rodrigues hospitalizado por um lance de jogo, um choque com o Everson. Em nenhum momento o Cruzeiro vai querer tirar proveito e pressionar a arbitragem em tribunal e criar clima para o segundo jogo. A gente não vai aceitar esse tipo de conduta. Futebol se decide dentro do campo e a gente lamenta profundamente esse tipo de postura. Não vamos ficar calados, o Cruzeiro não vai aceitar", completou Spindel. A tensão entre os clubes promete se estender até o jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, com ambas as diretorias em rota de colisão após os acontecimentos do clássico mineiro.