Mãe diz que suspeito de matar filha em Nova Lima não aceitou término

Suspeito de matar Jéssica Daiane de Barros tentou matar policiais • Redes sociais
Mãe de Jéssica Daiane de Barros diz que suspeito não aceitou o término; Rogério foi preso e confessou o crime em Nova Lima
A mãe de Jéssica Daiane de Barros, morta a tiros na noite de terça-feira (11) em Nova Lima, na Grande BH, afirmou que o suspeito do crime não aceitou o término do relacionamento com a filha. Rogério Pereira dos Santos, de 38 anos, foi preso e confessou o assassinato da jovem, de 33 anos.
Ana Lúcia de Barros, de 53 anos, relatou à Itatiaia como era a relação entre Jéssica Daiane de Barros e o suspeito. "Ela namorou com ele, depois terminou e ele não aceitou", contou.
Segundo ela, o relacionamento durou menos de um ano. Ao perceber sinais de perigo, a mãe chegou a alertar a filha: "Quando terminou, eu falei com ela: Jéssica, toma cuidado com ele, porque ele tinha dois homicídios em São Paulo".
O boletim de ocorrência registrado na mesma data revelou que Rogério já tinha antecedente policial por agressão contra Jéssica Daiane de Barros. Ana Lúcia afirmou desconhecer esse registro. "Nunca imaginei que fosse acontecer [algo assim] na minha família", disse.
A mãe contou ainda que soube do ocorrido por meio de uma colega da filha, que ligou informando que Jéssica havia levado um tiro. Pouco depois, uma irmã da vítima entrou em contato para comunicar a morte. Ao falar sobre a filha, Ana Lúcia destacou seu perfil dedicado ao trabalho. "Jéssica era uma menina trabalhadora, tadinha. Ela trabalhava às vezes doente, porque tinha que pagar as conta, tadinha. Menina muito batalhadora", afirmou, pedindo justiça.
Tiros no rosto e resistência à prisão
De acordo com o boletim de ocorrência, Jéssica Daiane de Barros foi atingida por disparos, sendo que alguns acertaram o rosto. Ela chegou a ser encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.
Quando a Polícia Militar chegou ao local do crime, Rogério abriu fogo contra a viatura, atingindo o para-brisa, o teto e a porta do veículo. Um militar respondeu aos disparos, mas o suspeito não foi atingido. Em seguida, Rogério se escondeu embaixo de um carro e continuou atirando, até que a arma falhou e ele fugiu.
Os militares foram informados de que o suspeito estava em uma igreja próxima ao local. Ele foi encontrado sentado em uma cadeira, tentando cobrir o rosto, e acabou preso. Rogério confessou o crime após a detenção.