Trump sai em defensa da continuidade de Infantino na Fifa

Foto: Potus/Reprodução
Trump afirma que a Fifa cometeria um "erro terrível" ao substituir Infantino, em meio a críticas de confederações à sua gestão
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu em defesa de Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirmando que a entidade cometeria um "erro terrível" caso considerasse substituir o dirigente suíço. A declaração foi publicada na segunda-feira (10) na rede social Truth Social, em meio a uma onda de críticas de confederações continentais à gestão do mandatário. "A Fifa cometeria um erro terrível se, por qualquer motivo, contemplasse, ainda que fosse por um instante, substituir seu presidente, Gianni Infantino", escreveu Trump.
A manifestação ocorreu após Uefa, Concacaf e AFC divulgarem uma carta conjunta com críticas à condução da Fifa nos últimos meses. As três confederações apontaram "falta de confiança" na relação com a entidade e questionaram decisões da gestão de Infantino.
A reação das confederações faz parte de uma série de movimentos contra a permanência de Infantino no comando da Fifa. O principal ponto de conflito envolve a Fifa Forward Enterprise (FFE), subsidiária criada para administrar os direitos comerciais de competições. O projeto previa a venda de 20% da empresa a investidores externos, com meta de arrecadar até US$ 4,2 bilhões, cerca de R$ 22,8 bilhões.
A proposta, no entanto, recebeu forte resistência de federações e confederações continentais. Mesmo após a Fifa anunciar o encerramento do projeto, federações europeias retiraram o apoio à reeleição de Infantino. Integrantes da Concacaf e da AFC também ameaçaram abandonar o dirigente. **Federações retiram apoio** A crise chegou também às associações nacionais. A Federação Inglesa de Futebol (FA) e a Associação de Futebol do País de Gales (FAW) retiraram formalmente o apoio a Infantino. Na Noruega, a federação nacional foi além e exigiu a saída imediata do suíço da presidência da Fifa. A resistência ao projeto comercial de Infantino provocou uma crise política sem precedentes na entidade desde a chegada do dirigente ao cargo, em 2016. A declaração de Trump surge em um momento de forte pressão sobre o presidente da Fifa, evidenciando o alcance político do conflito interno na organização.