Hospital expulsa falsa estudante que abordava pacientes em atendimento

Mulher abordou pacientes no Hospital Regional de Estância; polícia foi acionada e ela foi retirada do local sem realizar atendimentos
Uma mulher que se apresentava como estudante de medicina foi retirada do Hospital Regional de Estância após abordar pacientes que aguardavam atendimento. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou o caso nesta segunda-feira (24), informando que a situação foi identificada pela própria equipe da unidade durante o último fim de semana. Segundo a SES, assim que a irregularidade foi detectada, a polícia foi acionada e a mulher foi retirada das dependências do hospital pelas autoridades policiais. A secretaria ressaltou que ela não realizou nenhum atendimento médico durante o período em que esteve na unidade.
A SES esclareceu ainda que todos os atendimentos médicos do hospital são realizados exclusivamente por profissionais habilitados e cadastrados, sendo obrigatório o registro no sistema eletrônico da unidade para qualquer profissional que realize atendimento. No entanto, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) apresentou uma versão diferente sobre o desfecho do caso. O órgão informou que, durante o plantão do último fim de semana, não houve nenhuma condução à Delegacia Regional de Estância e tampouco foi registrada qualquer ocorrência relacionada ao exercício ilegal da medicina nas circunstâncias envolvendo o hospital.
O Conselho Regional de Medicina de Sergipe (Cremese) também se manifestou, informando que não recebeu nenhuma denúncia relacionada ao episódio. O órgão esclareceu que estudantes não possuem registro profissional e, por isso, o caso não está dentro do âmbito de competência da autarquia. O Cremese reforçou que o exercício da medicina é restrito a profissionais formados e inscritos no CRM e que a apuração do caso cabe às autoridades competentes.
Este não é o primeiro caso do tipo registrado no estado. Em junho deste ano, em Umbaúba, um homem foi levado à delegacia suspeito de atender pacientes utilizando a identificação e o carimbo do irmão, que é médico registrado. Já em 2024, uma mulher foi presa em Aracaju após apresentar diplomas falsos na tentativa de obter registro para exercer a medicina. Os casos evidenciam um padrão de ocorrências envolvendo pessoas sem habilitação que tentam se passar por profissionais da saúde no estado de Sergipe, reforçando a necessidade de vigilância por parte das unidades de saúde e das autoridades competentes.