Haddad é indicado por Lula como seu sucessor em convenção do PT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (e) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Em convenção do PT que oficializou sua candidatura à reeleição, Lula projetou Haddad na Presidência após governar São Paulo
Na Convenção Nacional do PT realizada neste domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou o ex-ministro Fernando Haddad como seu sucessor na Presidência da República. O evento oficializou a candidatura da chapa Lula e Geraldo Alckmin para o Executivo Nacional, enquanto Haddad disputa o governo de São Paulo nas eleições gerais de outubro. Durante seu discurso, Lula projetou um cenário em que Haddad, após governar São Paulo por dois mandatos, assumiria a Presidência do país. "Agora é hora de pensar nesse País. Qual é o país do futuro que eu vou entregar quando você, Haddad, depois de governar São Paulo por oito anos, estiver sendo presidente da República", declarou o presidente.
Ao ampliar o afago aos demais correligionários presentes, Lula também citou outros nomes do partido: "Ou você, Rafael Fonteles? Quem sabe sai do Piauí o próximo? Ou quem sabe do Ceará. Ou quem sabe de Pernambuco. De algum lugar vai sair. E da Bahia? Essa eleição de agora é para definir que país a gente vai deixar do ponto de vista das coisas que ainda não fizemos." Haddad também discursou na convenção e fez referência ao atual momento político do Brasil. "O Brasil está sendo reconstruído e vai continuar seguindo em frente. De cabeça erguida, sem abaixar a cabeça diante do presidente de nenhum outro país, sem colocar boné de presidente de nenhum outro país", destacou o ex-ministro.
Além de indicar Haddad como sucessor, Lula defendeu a necessidade de o país estabelecer prioridades nacionais dentro de um planejamento de longo prazo. Segundo o presidente, o Brasil precisa de um projeto com horizonte de 10 a 15 anos. "Precisamos decidir o que é prioridade no País", frisou ele durante o discurso. A convenção marcou a oficialização da candidatura de Lula à reeleição, com Geraldo Alckmin como vice na chapa, enquanto o PT aposta simultaneamente na vitória de Haddad no estado de São Paulo como parte de uma estratégia política de longo prazo para o partido.