Dolly Parton tem música secreta que só poderá deixar cápsula em 2045

Dolly Parton gravou uma canção inédita para uma cápsula do tempo em Dollywood, que só poderá ser aberta em 2045
Dolly Parton deixou uma música inédita guardada em uma cápsula do tempo em Dollywood, parque temático criado pela cantora no Tennessee, nos Estados Unidos. A revelação foi feita pela própria artista durante uma participação no programa "The Kelly Clarkson Show", em dezembro de 2022, quando ela contou que escreveu e gravou uma canção especialmente para ser preservada para o futuro. A cápsula, batizada de "Dream Box" (Caixa do Sonho), só poderá ser aberta em 2045. Durante o programa, Dolly Parton demonstrou ansiedade com a música guardada. "Você não tem ideia de como isso me incomodou. Quero muito desenterrá-la. É uma música muito boa", revelou à Kelly Clarkson na época. A cantora também explicou que incluiu na caixa equipamentos para que a gravação pudesse ser reproduzida no futuro, como um toca-fitas e um aparelho de CD. No entanto, a preocupação com a conservação do material não a abandonava. "Eu fico pensando que ela pode simplesmente se desintegrar e ninguém nunca vai ouvi-la", afirmou.
A cápsula foi criada para permanecer fechada até 2045, ano em que Dolly Parton completaria 99 anos. Segundo a revista americana "People", a música teria o nome de "My Place in History" ("Meu Lugar na História"). Em 2022, a artista também brincou sobre a possibilidade de não estar viva quando a cápsula fosse finalmente aberta. "Eles não esperavam que eu estivesse lá de jeito nenhum, e provavelmente não estarei. Talvez eu esteja, quem sabe?", afirmou. Dolly Parton morreu na última terça-feira (25), aos 80 anos. Cantora e compositora de enorme sucesso, ela transcendeu o universo musical e se tornou um ícone pop. A artista enfrentava problemas de saúde desde a morte de seu marido, Carl Dean, em março de 2025, e havia cancelado uma residência de shows em maio deste ano. Segundo assessores, ela passava por tratamento contra um câncer. Conhecida pela voz marcante, pelas perucas loiras e pelos figurinos extravagantes, Dolly Parton construiu um império no entretenimento a partir de origens humildes no estado do Tennessee. Com mais de 3 mil músicas em seu catálogo, a artista se consolidou como um ícone da cultura pop e expandiu sua atuação para além do country, transitando pelo pop, bluegrass e pela era disco.
Mesmo reconhecida pelo sucesso no country, Dolly Parton sempre esteve próxima da música pop e se mostrava aberta a parcerias com novos artistas. Um dos seus grandes clássicos, "Jolene", já foi interpretado por nomes como The White Stripes, Olivia Newton-John e Miley Cyrus. Em 2024, a faixa ganhou uma releitura de Beyoncé no álbum "Act II: Cowboy Carter". Em outros momentos, a artista se apresentou ao lado de Kelly Clarkson e Katy Perry. No álbum "Rockstar" (2023), ela cantou com P!nk, Lizzo e Miley Cyrus. Amiga de longa data do astro country Billy Ray Cyrus, Dolly Parton assumiu o papel de madrinha de Miley desde o nascimento e levou a função a sério, tanto na vida pessoal quanto na televisão, com participações na série "Hannah Montana" como Tia Dolly. Ela também foi uma das primeiras estrelas de seu nicho a abraçar abertamente a comunidade LGBTQ+, defendendo ativamente o casamento igualitário e os direitos da comunidade muito antes que isso fosse uma pauta de destaque nos Estados Unidos. "Se você é gay, você é gay. Se você é hétero, você é hétero. E você deveria ser quem você é e como você é." Com a morte de Dolly Parton aos 80 anos, a música guardada na "Dream Box" permanece como um dos últimos mistérios da lenda do country, aguardando 2045 para ser revelada ao mundo.