Veja destaques do debate ao Governo de Minas

Cleitinho, Kalil, Roscoe, Gabriel Azevedo e Mateus Simões protagonizaram embates no primeiro debate ao governo de Minas em 2026
Cinco candidatos ao governo de Minas Gerais em 2026 participaram do primeiro debate eleitoral promovido pela Band Minas na noite do último domingo (16/8): Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB) e Mateus Simões (PSD). O encontro reuniu os postulantes ao Executivo estadual para discutir temas como a dívida de Minas com a União, segurança pública, mineração e rodoanel, além de protagonizar uma série de embates diretos entre os participantes.
Diálogo sem "ideologia"
Ao ser questionado sobre a dívida do estado com o governo federal, Cleitinho defendeu que o tema seja renegociado independentemente de quem ocupe a Presidência da República a partir de 2027. "O próximo governador tem que esquecer ideologia, sentar com presidente em 2027 para reduzir essa dívida. Tem várias outras maneiras de reduzir. O governo estadual deu isenção de R$ 26 bilhões para empresas. Se tiver contrapartida, está certo, mas tem que rever cada empresa para poder pagar, revisar cada contrato, ver quem sonega", defendeu o candidato.
"Mineração não pode ser demonizada"
A mineração em Minas Gerais também entrou na pauta do debate. O ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo utilizou a possibilidade de escolher um tema no primeiro bloco para questionar o empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), sobre a extração na Serra do Curral, na capital. Roscoe defendeu a fiscalização do setor, mas ressaltou sua importância econômica para o estado. "A mineração legal é vital para Minas Gerais. Dependemos desse setor", argumentou. "Defendo a mineração sustentável. Há cidadãos bons e os que não são. Eu defendo que quem não cumpre a lei, seja punido."
Voos fretados e "pai da mentira"
O segundo embate entre Kalil e Simões girou em torno de um processo judicial. O governador relembrou uma ação que moveu contra o ex-prefeito, acusando-o de ter fretado aeronaves em nome do Executivo municipal em 2018. Kalil rebateu com veemência: "É o pai da mentira. Eu não respondo a um processo de corrupção na minha vida."
Críticas ao IPVA
Cleitinho questionou Gabriel Azevedo sobre a apreensão de veículos por falta de pagamento do IPVA. Gabriel defendeu que o estado tem crimes mais graves a combater e criticou os benefícios fiscais concedidos a empresas, afirmando que há empresários que não pagam impostos. Cleitinho, por sua vez, declarou que, se eleito governador, uma de suas primeiras medidas será impedir a apreensão de veículos por inadimplência no IPVA.
Mágoa com Cleitinho
Apesar de o PL garantir que não atacará Cleitinho durante a campanha, nos bastidores o partido não esconde o desconforto com a forma como a candidatura do senador foi anunciada. "Nós perguntamos sempre ao Republicanos e a legenda sempre disse que não iria lançar Cleitinho. Esperaram a gente lançar a nossa candidatura para anunciar a deles", disse um interlocutor político do partido.
Palanque de Flávio Bolsonaro
Cleitinho afirmou durante o debate que fará campanha para o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) em Minas Gerais, mesmo sem contar com o palanque oficial do partido no estado. O senador explicou que a demora na definição de sua candidatura levou o PL a lançar Flávio Roscoe. "Eu demorei para ser candidato e eu ia ter palanque do PL com Flávio Bolsonaro, mas pela minha demora, eles lançaram o Flávio (Roscoe), que é um cara que admiro e respeito, mas deixei bem claro que meu apoio é ao Flávio Bolsonaro, com quem eu vou fazer campanha nesses 45 dias", afirmou Cleitinho. "Não estou neutro. O que aconteceu é que o partido demorou para me dar a vaga e eu que perdi o palanque." *