Caiado estreia no guia com confronto direto ao PT

© Valter Camargo/Agência Brasil
Primeiro programa eleitoral de Caiado aposta na imagem do candidato, nos resultados em Goiás e no confronto direto com o PT
O primeiro programa de propaganda eleitoral de Ronaldo Caiado (PSD) aposta na construção da imagem do candidato em vez de apresentar propostas detalhadas. Em cerca de dois minutos, a campanha recupera episódios da trajetória pessoal e política de Caiado para sustentar o conceito central da candidatura: a "coragem para mudar". A peça começa com imagens rurais e referências à história de vida do candidato, destacando sua formação como médico e a escolha pelo serviço público. Em seguida, resgata a atuação política de Caiado com ênfase na segurança pública, área apresentada como uma das principais credenciais para o eleitorado nacional.
A campanha relembra o cenário de violência encontrado por ele ao assumir o governo de Goiás, em 2019, e afirma que o então governador "colocou os líderes na prisão". O programa também recorre a imagens de obras e ações dos dois mandatos de Caiado para apresentar Goiás como vitrine de sua capacidade administrativa. Saúde, construção de hospitais, inteligência artificial e modernização do Estado são citados como exemplos de resultados alcançados durante sua gestão.
A propaganda ainda destaca a aprovação de Caiado ao deixar o governo. A estratégia é clara: transformar a experiência administrativa em Goiás no principal argumento para convencer o eleitor de que Caiado está preparado para governar o país. Em vez de iniciar pela discussão de propostas nacionais, a campanha apresenta resultados concretos e tenta associá-los à figura pessoal do candidato. Caiado critica ainda a "conivência" e a "incompetência" dos grupos que, segundo ele, governam o Brasil há duas décadas, associando esse período à criminalidade e às dificuldades econômicas enfrentadas pela população. A conclusão do programa explicita o posicionamento político da candidatura: "Tirar o PT de vez do poder". A frase coloca Caiado diretamente no campo da oposição ao governo Lula e sinaliza que a campanha pretende disputar o eleitorado de direita, sem concentrar o discurso, neste primeiro momento, exclusivamente no confronto com outros nomes, como Flávio Bolsonaro.