Caiado critica PT e fala em má gestão

Lula Marques/ Agência Brasil
Ex-governador de Goiás chama governos petistas de "os piores do mundo" e evita detalhar proposta para a Previdência
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) atacou duramente os governos petistas durante sabatina realizada pelo GLOBO, CBN e Valor nesta quarta-feira. O ex-mandatário classificou as gestões de presidentes do PT como "os piores do mundo" e "exemplo de má gestão", além de tecer críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Caiado afirmou que Lula é alguém que "não tolera equilíbrio fiscal" e aproveitou o espaço para se diferenciar do adversário, apresentando-se como um candidato com "autoridade moral".
Em suas palavras: "Os governos do PT são os piores do mundo porque servem como exemplo de má gestão. O que tem de pior no mundo? É importante ter tido governos do PT porque a gente vê a má gestão." Sobre a política econômica, o ex-governador defendeu o que chamou de "gasto responsável", voltado para a capacidade produtiva do país. "Lula é uma pessoa que entende que equilíbrio fiscal é algo que tem que ser excluído; não tolera falar em equilíbrio fiscal. Estou falando em gasto responsável no sentido de que aquilo retorne à capacidade produtiva do país", declarou Caiado.
Quando questionado sobre sua proposta para a reforma da Previdência, Caiado evitou detalhar o tema e condicionou qualquer discussão à sua eventual eleição. O candidato argumentou que seria necessário primeiro "limpar a casa" antes de tratar do assunto. "O que a mudança na aposentadoria altera no equilíbrio fiscal? Em direito adquirido, você não toca nele. O que adianta mexer na previdência se só vai ter reflexo em muitos anos? Estou com um paciente atropelado. Antigamente tinha previsão de vida de 50, 60 anos. Com o envelhecimento, você tem complicações de saúde", afirmou. Caiado também indicou que, caso eleito, iniciaria o trabalho de análise dos dados por meio de uma equipe de transição. "No momento em que eu ganhar a eleição, no momento em que eu ganhar, posso pedir dados, e a equipe de transição começa a trabalhar", concluiu o ex-governador.