Pesquisa BTG/Nexus aponta economia ruim para 47% dos entrevistados

Presidente Lula - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Pesquisa BTG/Nexus mostra que 47% avaliam a economia como ruim ou péssima, com leve melhora em relação a levantamentos anteriores
Uma pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 3, revela que 47% dos brasileiros avaliam a economia do País como ruim ou péssima, enquanto 21% a consideram ótima ou boa e 31% a classificam como regular. Os resultados indicam uma variação positiva para o governo, ainda que dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. Em comparação com levantamentos anteriores, o cenário apresenta leve melhora. Na pesquisa de 27 de julho, os que consideravam a economia ruim ou péssima somavam 49%, enquanto 18% a avaliavam como ótima ou boa. Já em 13 de julho, os índices eram de 53% (ruim/péssima) contra 15% (ótima/boa), demonstrando uma tendência gradual de recuperação na percepção dos entrevistados.
Ao comparar o cenário econômico atual com o governo anterior, 39% dos entrevistados afirmam que a economia está melhor na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que na de Jair Bolsonaro (PL), ao passo que 46% avaliam que está pior. Para 13%, a situação econômica em relação ao governo anterior permanece igual. Quando questionados sobre a situação financeira pessoal em comparação à gestão Bolsonaro, 47% dos entrevistados afirmaram que sua situação melhorou, 31% disseram que piorou e 20% indicaram que continua igual. Sobre as expectativas para os próximos seis meses, a pesquisa BTG/Nexus aponta que 40% dos entrevistados acreditam que a economia do País deve melhorar "um pouco" ou "muito", número superior ao porcentual de 34% registrado no levantamento anterior. Os que avaliam que a economia deve piorar somam 29%, recuando em relação aos 32% de 27 de julho.
Já os que acham que a economia vai "ficar igual" são 25%, contra 29% da pesquisa anterior, e 6% não souberam ou não responderam. No que diz respeito à situação financeira pessoal para os próximos seis meses, 49% dos entrevistados afirmam que ela deve "melhorar muito ou um pouco", enquanto 13% acreditam que deve "piorar um pouco ou muito". Outros 32% avaliam que a situação financeira pessoal deve continuar igual. O levantamento BTG/Nexus também aponta que a segurança pública segue como o principal problema do País para 30% dos eleitores. Na sequência, aparecem saúde pública (23%), corrupção (19%), classe política (17%) e educação (15%). Desemprego, falta de trabalho, inflação e desigualdade social foram apontados por 10% dos entrevistados, enquanto o baixo crescimento da economia foi citado por 9% e o aumento dos impostos por 6%.
Nas projeções de segundo turno, 61% dos beneficiários do Bolsa Família afirmam que votariam em Lula e 28% em Flávio Bolsonaro. Na pesquisa anterior, de 27 de julho, esses números eram de 75% para Lula e 20% para Flávio Bolsonaro. Entre os não beneficiários do programa, 47% declararam voto em Flávio Bolsonaro no segundo turno, contra 43% em Lula. A pesquisa BTG/Nexus ainda revela que 74% dos entrevistados afirmaram ter muito ou razoável interesse nas eleições gerais deste ano, enquanto 13% disseram ter pouco interesse e 10% nenhum interesse. Entre os que já escolheram um candidato no primeiro turno, 75% afirmam ter certeza na decisão do voto e não pretendem mudar, ao passo que 23% indicam que podem mudar de escolha. A Nexus ouviu 2.002 entrevistados com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-02874/2026.