Paralisação dos bancários afeta pelo menos 94 agências em MG

Foto: Agência Brasil
Pelo menos 94 agências bancárias de Minas Gerais aderiram à paralisação nacional dos bancários nesta quinta-feira (20/8)
Pelo menos 94 agências bancárias de Minas Gerais aderiram à paralisação nacional dos bancários nesta quinta-feira (20/8), de acordo com balanço divulgado até as 10h30 pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Belo Horizonte e Região. A mobilização integra a Campanha Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de 2026 e foi aprovada pela categoria após impasses nas negociações com os bancos. A Caixa Econômica Federal concentra o maior número de adesões, com 56 unidades paralisadas, seguida pelo Banco do Brasil, com 17 agências.
Na sequência, aparecem Itaú e Bradesco, com seis agências cada, Santander, com cinco, e Mercantil do Brasil, com quatro unidades. A paralisação atinge agências de Belo Horizonte, da região metropolitana e de diversas cidades do interior de Minas Gerais. Entre os municípios afetados estão Contagem, Betim, Nova Lima, Sete Lagoas, Ouro Preto, Mariana e São João del-Rei. Fora da capital, o sindicato também registra adesões em Lagoa Santa, Vespasiano, Pedro Leopoldo, Matozinhos, Itaúna, Pará de Minas, Mateus Leme, Igarapé, Esmeraldas, Brumadinho, Caeté, Santa Luzia, Itabirito, Conselheiro Lafaiete, Congonhas, Ouro Branco e Ibirité. Com a paralisação de 24 horas, os serviços presenciais que dependem de funcionários podem ser afetados. Aplicativos, internet banking e outros canais digitais continuam disponíveis, embora o movimento também tenha contado com adesão de trabalhadores da área de tecnologia.
Em Belo Horizonte e região, a adesão ao movimento foi aprovada em assembleia. Segundo o sindicato, bancos públicos e privados foram comunicados previamente, assim como clientes e a população em geral. Entre as principais reivindicações da categoria estão aumento real dos salários, valorização do piso salarial, melhorias no plano de carreira, combate ao assédio e melhores condições de trabalho. O diretor do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, Matheus Fraiha, afirmou que a última rodada de negociação com o Banco do Brasil apresentou avanços em algumas pautas, mas deixou sem resposta reivindicações consideradas centrais pela categoria. "O banco apresentou alguns pontos relacionados à igualdade de oportunidades, abordando propostas para o enfrentamento à violência doméstica e para o encarregamento de mulheres e de pessoas não brancas. São avanços importantes que serão analisados, mas precisamos deixar claro: isso não contempla as principais pautas que impactam diretamente a vida dos funcionários e funcionárias", afirmou.
Segundo Fraiha, questões relacionadas ao plano de carreira, ao piso salarial, ao combate ao assédio e ao acúmulo de funções continuam sem acordo entre as partes. "Mais uma vez, o banco prometeu apresentar os retornos às nossas reivindicações na próxima semana. Estaremos todos em São Paulo, de plantão, esperando que, dessa vez, a promessa seja cumprida. Mas, antes disso, temos um compromisso fundamental, que é a paralisação de 24 horas." Além da paralisação, os bancários realizaram um ato na manhã desta quinta-feira. A concentração foi convocada para as 9h, em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal, na Avenida do Contorno, 8.256, no bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.