Augusto Cury defende US$ 200 bi para agricultura

Foto: Reprodução/Avante
Candidato do Avante defende captação externa com juros de até 6% ao ano e mudanças no Bolsa Família para impulsionar o agronegócio
O candidato à Presidência pelo partido Avante, Augusto Cury, defendeu nesta terça-feira, 25, durante evento do agronegócio, que o Brasil precisa captar ao menos US$ 200 bilhões no exterior para financiar a agricultura brasileira com juros de até 6% ao ano. Para o candidato, esses recursos deveriam ser sustentados por um ambiente de "segurança jurídica", que, segundo ele, não existe atualmente no país. A declaração foi feita em evento realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Estadão e com curadoria do Broadcast.
No encontro, Augusto Cury afirmou que o Brasil precisa dobrar a produção de alimentos nos próximos 8 a 10 anos. No entanto, na avaliação do candidato, o Plano Safra acaba não chegando ao produtor rural de forma efetiva. Augusto Cury também criticou a gestão fiscal do governo, afirmando que falta responsabilidade por parte da administração pública, que gasta mais do que arrecada. O candidato ainda apontou que seus adversários na corrida ao Planalto não têm experiência como produtores rurais e nunca colocaram o próprio dinheiro em risco para produzir. No campo dos programas sociais, Augusto Cury defendeu mudanças no Bolsa Família, argumentando que quem assina carteira não deveria perder o benefício "pelo menos por certo tempo", assim como os microempreendedores.
Para o candidato, essa alteração no programa poderia colocar de 10 a 15 milhões de pessoas no mercado de trabalho. Ao tratar do custo do financiamento e da produtividade do agronegócio, Augusto Cury pontuou que o setor não controla juros, câmbio e muito menos o clima. O candidato, que é médico psiquiatra, destacou ainda que o agricultor tem taxa de depressão duas vezes superior à média da população brasileira, reforçando a necessidade de atenção ao produtor rural.