Secretário defende captação de R$ 1 bilhão para obras no Anel Rodoviário

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Secretário Leonardo Gomes defende captação de R$ 1 bilhão junto ao NBD para obras estruturantes no Anel Rodoviário de BH
O Secretário Municipal de Obras e Infraestrutura da Prefeitura de Belo Horizonte, Leonardo Gomes, defendeu o empréstimo de R$ 1 bilhão que a administração da capital pretende contratar junto ao Novo Banco de Desenvolvimento dos Brics (NBD) para realizar obras no Anel Rodoviário. A defesa ocorreu durante audiência pública na Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara Municipal, na última sexta-feira (14). A transação já foi aprovada pelo Legislativo em primeiro turno, ainda em junho, com 32 votos a favor e cinco contra, mas ainda aguarda votação definitiva.
De acordo com o secretário, o empréstimo vai viabilizar uma série de intervenções e deve contribuir para reduzir os gargalos existentes no Anel Rodoviário. "O Anel é grande, com muitas intervenções, muitas remoções que a gente vai ter que fazer. É um projeto muito amplo, e o financiamento vai nos viabilizar no início e, pelo menos, tirar parte dos gargalos que existem. É nítido, não precisa ser engenheiro para falar que precisa alargar o Pontilhão do São Francisco, toda a população sabe", afirmou Leonardo Gomes. Em abril de 2025, o Anel Rodoviário foi municipalizado e entregue pelo governo federal à prefeitura de Belo Horizonte.
Desde então, a administração municipal tem realizado intervenções pontuais, como pequenos reparos no asfalto e serviços de capina na rodovia. "Eu limpei a casa, deixei ela arrumada, mas eu preciso ampliar, porque não cabe mais o Anel como está", declarou o secretário. Leonardo Gomes revelou ainda que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) está elaborando projetos na BR-040 até a Cristiano Machado, que serão doados à PBH. Além disso, a administração pretende realizar intervenções no pontilhão do Betânia, na Teresa Cristina e na Avenida Amazonas. "É um trecho extremamente crítico na descida do Olhos d"Água, que tem retenções e que tem prioridades. A gente precisa executar obras nesse trecho. Lógico que o financiamento não é só para isso, temos projeto de três passarelas para serem executadas no ano que vem. Estamos planejando o alargamento do viaduto da Antônio Carlos, mas para iniciar essas obras no início do ano que vem, precisamos ter garantido os recursos", destacou.
O líder da PBH na Câmara, vereador Bruno Miranda (PDT), rebateu os argumentos utilizados por colegas contrários ao empréstimo, ressaltando que a operação não representa um "cheque em branco". Miranda lembrou a municipalização do Anel Rodoviário e defendeu que a cidade necessita de intervenções que vão além da simples zeladoria urbana. "O que a cidade precisa é de obras estruturantes, trincheiras, viadutos, para que o fluxo e a segurança melhore no Anel Rodoviário. Esse é um dos objetivos dessa captação de investimentos. Queremos entender o que está sendo previsto, e quais os próximos passos para viabilizarmos o recurso. É uma entrega relevante e estratégica", explicou o vereador. O empréstimo de R$ 1 bilhão junto ao NBD segue aguardando votação definitiva na Câmara Municipal de Belo Horizonte, com a administração municipal reforçando a necessidade dos recursos para dar início às obras estruturantes no Anel Rodoviário ainda no começo do próximo ano.