América recebe proposta árabe de R$ 800 mi por SAF, diz dirigente

Foto: Mourão Panda / América
Fundo árabe ligado ao petróleo oferece R$ 800 milhões pelo América; reunião decisiva acontece nesta quarta-feira (26)
O América segue em busca de um investidor para a venda de sua Sociedade Anônima de Futebol (SAF). Segundo apuração, o Coelho recebeu uma proposta de um fundo árabe ligado à exploração de petróleo e realizará uma reunião nesta quarta-feira (26) para debater o assunto com o Conselho Consultivo do clube. Em entrevista, o presidente do Conselho Deliberativo do América, José Flávio Lanna Drumond, revelou que a oferta para a aquisição da SAF americana gira em torno de R$ 800 milhões. "O negócio é muito bom. Todas as dívidas do América, todas, todas as dívidas do América serão pagas. Tem um aporte de R$ 800 milhões; aquele que foi negociado antigamente com o outro investidor foi prevalecido", disse o dirigente.
Até o momento, as partes ainda não assinaram um Memorando de Entendimento não vinculante (MoU), mas o América aguarda o envio de documentos para que sejam apresentados na reunião desta quarta-feira. O MoU será apresentado pelo advogado contratado pelo fundo de investimento árabe. Vale lembrar que o Conselho Consultivo do América é formado por ex-presidentes do clube e não possui poder de veto sobre a situação, mas é sempre consultado neste tipo de decisão.
No balanço financeiro de maio de 2025, o clube registrou um passivo não circulante de R$ 186.634.026,00. Diante desse cenário, José Flávio classificou a proposta árabe como a melhor já recebida pelo América. "Disparada (a melhor), disparada, disparada, ela foi superior a todas. A antiga era R$ 187 milhões. Essa daí é bem superior. Bem superior", afirmou o dirigente.
Além do volume financeiro, Lanna Drumond destacou aspectos positivos de uma negociação com um fundo de investidores, em vez de um único acionista, apontando que isso reduz o fator personalista na gestão do clube. "É um fundo. Esse fundo tem um representante legal no Brasil, que é o CEO, e ele tem um diretor de futebol. Esse CEO, se estiver dando resultado, fica, se estiver dando resultado, eles mudam. Empresa trabalha assim", ponderou.
Entre os planos dos investidores árabes, está a construção de um estádio exclusivo para o futebol feminino e as categorias de base, com capacidade para cerca de 15 mil pessoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O dirigente ressaltou que os interessados "querem o América grande" e têm planos ambiciosos para a base do clube. "Eles querem fazer isso. Eles estão pensando no América grande. Eles querem fazer. Eles querem fazer futebol. Eles querem investir na base. Eles querem patrocinar, investir mais nas escolinhas, fazer captação", iniciou José Flávio. "Eles querem fazer a escola internacional, levar jogador daqui para a Arábia, trazer os árabes para cá para aprender a jogar. É muita coisa boa. É muita coisa boa. Infelizmente, a gente precisa aprovar. Eu, pelo que conversei com o grupo, é a melhor proposta disparada que apareceu", acrescentou.
Agora, o possível investidor árabe tem sete dias para apresentar todas as garantias necessárias para a aquisição das ações da SAF do América. O clube, por sua vez, precisará contratar uma pessoa jurídica com sede em Dubai, nos Emirados Árabes, para analisar a documentação e as garantias apresentadas. Caso alguma irregularidade seja identificada, o América poderá desistir do negócio sem nenhum ônus. Se as tratativas avançarem, a participação do fundo árabe no Independência e no CT de Santa Luzia será discutida em um documento separado.