Aécio Neves deve confirmar candidatura ao Senado

Foto: Câmara dos Deputados/Reprodução
Deputado federal deve anunciar nesta sexta-feira (28/8) que disputará uma vaga no Senado por Minas Gerais nas eleições de 2026
O deputado federal Aécio Neves (PSDB) deve confirmar nesta sexta-feira (28/8) que disputará uma vaga no Senado por Minas Gerais nas eleições deste ano. A decisão, confirmada por fontes do PSDB, representa uma virada em relação ao anúncio feito pelo tucano no início de agosto, quando declarou que não concorreria a nenhum cargo eletivo em 2026, após quatro décadas de mandatos consecutivos. Oficialmente, nem o PSDB nem o próprio deputado confirmaram a candidatura.
O presidente do PSDB em Minas, o deputado federal Paulo Abi-Ackel, afirmou apenas que Aécio Neves ainda não havia tomado uma decisão definitiva, embora estivesse "inclinado a aceitar". O partido marcou uma entrevista coletiva para a tarde desta sexta-feira para tratar do assunto, com a expectativa de que os tucanos confirmem a candidatura do deputado para a Câmara Alta.
Entre os aliados, há um entendimento de que Aécio Neves, que já foi governador de Minas Gerais, teria maior habilidade para auxiliar o estado a resolver problemas estruturais, como a dívida com a União, que já ultrapassa R$ 200 bilhões. "Aécio é um político que saberá representar muito bem Minas Gerais no Senado Federal. Saberá dialogar com o novo presidente da República. Vai lidar bem tanto com Lula (PT) quanto com Flávio Bolsonaro (PL), caso um dos dois vença as eleições", disse um interlocutor ao O TEMPO. A possível entrada do tucano na disputa ganhou força ao longo desta semana. Partidos e lideranças políticas lançaram uma carta pedindo que Aécio Neves repensasse a decisão de se afastar da política. Além disso, os dois nomes que ocupavam as vagas para o Senado na aliança entre o PDT e o PSDB — que tem Alexandre Kalil (PDT) como candidato ao governo — desistiram da disputa, abrindo espaço para o deputado.
O primeiro a sair foi Marcelo Heringer, do PDT, irmão do presidente estadual do partido, o deputado federal Mário Heringer. Em seguida, Gustavo Galassi, do PSDB, também abriu mão da vaga. As duas desistências são relevantes porque a legislação eleitoral permite a substituição de candidatos que tiveram o registro apresentado até o prazo oficial, desde que a mudança ocorra dentro do período previsto e em razão de renúncia, entre outras hipóteses. O prazo para substituição termina em 14 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno. A movimentação também altera o cenário da disputa pelo Senado em Minas Gerais, que terá duas vagas em jogo neste ano. Caso confirmada, a candidatura de Aécio Neves o coloca em um campo que já conta com nomes como Marília Campos (PT), Carlos Viana (PSD), Domingos Sávio (PL) e Marcelo Aro (PP), entre outros.