Aécio Neves confirma candidatura ao Senado e promete diálogo entre extremos

Foto: Reprodução/ @AecioNeves) / X
Deputado federal e presidente do PSDB anunciou candidatura ao Senado por Minas Gerais na chapa de Alexandre Kalil para 2026
O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, confirmou nesta sexta-feira (28/08) sua candidatura ao Senado por Minas Gerais nas eleições de 2026. O anúncio foi feito durante coletiva à imprensa na sede do PSDB, em Belo Horizonte, e já era esperado.
Aécio será o único candidato à Casa Alta do Congresso na chapa do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que disputa o governo do estado.
Nos dias que antecederam o anúncio, Aécio Neves recebeu pressão de diferentes setores políticos para assumir a candidatura. Os presidentes estaduais do PSDB e do PDT, deputados federais Paulo Abi-Ackel e Mário Heringer, chegaram a divulgar carta pública em apoio à sua candidatura.
"Necessidade de uma somatória de forças, de não perdermos esse momento que estamos vivendo para construir uma bancada muito forte no Senado. Sendo absolutamente sincero, eu recebi manifestações de apoio, de estímulo da direita e da esquerda", salientou Aécio ao comentar sobre os acontecimentos dos últimos dias.
O deputado destacou ainda o apelo amplo que recebeu, inclusive de figuras ligadas a partidos adversários.
"Meu telefone não parou nos últimos dias. Gente inclusive com compromisso com candidaturas do PT e do PL a outros cargos. É um sentimento que, já que são dois votos, é possível até que aqueles que têm identificação ideológica em um outro campo, possam compreender que é necessário ter alguém que dialogue com os dois extremos", frisou o deputado, ao acenar para um eleitorado de centro.
Ao aceitar a candidatura, Aécio Neves reforçou o tom de responsabilidade e humildade diante da missão.
"Acho que nesse momento essas circunstâncias foram criadas e atendo a elas. Atendo a essa convocação com muita responsabilidade, mas com muita humildade. Vou andar por Minas Gerais tentando olhar para o futuro, reunindo as pessoas de bem e em torno de um projeto de fortalecimento do nosso estado", declarou o parlamentar aos jornalistas.
A viabilização da candidatura de Aécio Neves envolveu uma engenharia política após o término do prazo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a formalização das chapas.
A entrada do ex-governador de Minas na disputa só foi possível após a renúncia de Marcelo Heringer (PDT) e Gustavo Galassi (PSDB), que haviam sido inicialmente lançados pela coligação formada pelas duas legendas.
Os dois abriram mão de seus projetos para viabilizar a candidatura de Aécio, movimento que conta com amparo nas próprias regras do TSE.